A Coreia do Sul informou que enviou caças nesta terça-feira (9/12) após a entrada de sete aeronaves militares russas e duas chinesas em sua zona de defesa aérea. Os aviões entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea da Coreia (KADIZ) por volta das 10 horas no horário local (22 horas de segunda-feira em Brasília), segundo comunicado do Estado-Maior Conjunto de Seul.
Ainda de acordo com o comunicado, nenhuma das aeronaves violou o espaço aéreo sul-coreano. Em resposta, Seul afirmou ter mobilizado “caças para adotar medidas táticas em preparação para qualquer contingência”.
As aeronaves entraram e saíram da zona durante cerca de uma hora antes de se retirarem, informaram os militares, segundo a agência de notícias Yonhap.
Os aviões foram detectados antes de ingressarem na zona de identificação de defesa aérea. A área é definida como um perímetro ampliado onde os países monitoram aeronaves por motivos de segurança, mas que não se configura como espaço aéreo soberano.
Posteriormente, o Ministério da Defesa da China declarou ter organizado exercícios com as forças russas conforme “planos anuais de cooperação”.
As manobras ocorreram nesta terça-feira sobre o Mar da China Oriental e o Pacífico Ocidental, informou a pasta, classificando a ação como a “10ª patrulha aérea estratégica conjunta”.
Desde 2019, China e Rússia enviam regularmente aeronaves militares à zona de defesa aérea sul-coreana sem aviso prévio, alegando a realização de exercícios conjuntos. Em novembro do ano passado, Seul acionou caças quando cinco aviões militares chineses e seis russos cruzaram sua zona de defesa.
Incidentes semelhantes foram registrados em junho e dezembro de 2023, bem como em maio e novembro de 2022.
China e Rússia estreitaram os laços militares e de defesa desde que Moscou enviou tropas à Ucrânia, há quase quatro anos. Ambos os países são também aliados históricos da Coreia do Norte, arqui-inimiga de Seul.