
Exame de ultrassom constata a prenhez das vacas inseminadas artificialmente (Fotos: Pablo Gomes / Epagri)
A Epagri continua os estudos para mostrar a viabilidade do bagaço de maçã como alimentação suplementar para o gado . A pesquisa é realizada na Estação Experimental de Lages e avança para uma fase crucial em busca dos resultados esperados.
O ensaio experimental será feito pelo segundo ano consecutivo e, nesta etapa, está em condução o protocolo de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) . Com as vacas prenhas, a equipe consegue acompanhar o desenvolvimento e avaliar a qualidade dos fetos, inclusive com exame de ultrassom.
O objetivo é atestar que o bagaço de maçã – desde que corretamente armazenado em forma de silagem e servido como suplemento, e não como alimentação única – pode trazer benefícios à saúde do animal.
Produzido pela indústria após o processamento da fruta, o bagaço é pobre em proteína, mas rico em energia. Além disso, tem carboidrato solúvel e de fácil digestão, o que libera os nutrientes mais rapidamente quando o animal ingere.
O subproduto da maçã também é uma boa alternativa para substituir ou complementar outros alimentos nobres e de consumo humano, como milho e soja, especialmente em épocas de menor oferta de pastagem, como o rigoroso inverno da Serra Catarinense.
“O protocolo de inseminação artificial em tempo fixo é comum nas propriedades. Nós fazemos com o rebanho de bovinos próprio da Epagri para obter as prenhezes. Isso é importante para que as vacas prenhas sejam avaliadas no experimento com bagaço de maçã, permitindo a comparação com outro grupo que vai receber o tratamento controle sem a silagem”, explica a zootecnista Vanessa Ruiz Favaro, pesquisadora na Estação Experimental de Lages.

O estudo conta com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e fornecimento do bagaço de maçã pela empresa TC Agronegócios, de Lages.
Além da contribuição para a pecuária, o experimento serve também como atividade acadêmica. O trabalho de inseminação artificial e exame por ultrassom nas vacas conta com a participação de estudantes do Centro de Ciências Agroveterinárias da Universidade do Estado de Santa Catarina (CAV Udesc) , também de Lages.
“Faz dois anos que existe esta parceria entre a Epagri e o Laboratório de Reprodução do CAV. Neste contexto, nós fazemos todo o manejo reprodutivo, os protocolos de inseminação artificial e os diagnósticos de gestação no rebanho bovino. Isso faz com que a gente traga os alunos para cá e possibilite esta vivência deles com o campo e as atividades em grandes animais. É um grande crescimento para a prática dos estudantes”, conclui a professora Verônica Scheeren, do curso de Medicina Veterinária do CAV Udesc.

Por: Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de Comunicação da Epagri
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