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Estado adquiriu 5 mil toneladas de alimentos orgânicos para a merenda escolar em 2025

Em 2025, o Estado investiu R$ 54 milhões na aquisição de produtos livres de agrotóxicos para compor o cardápio das escolas da rede estadual. Para ...

05/12/2025 às 13h42
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Em 2025, 5 mil toneladas de alimentos orgânicos foram distribuídas às escolas estaduais do Paraná. O número corresponde a 11% de todos os produtos adquiridos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), vinculado à Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR). O investimento foi de R$ 54 milhões.

“A oferta de alimentos orgânicos na rede estadual é um compromisso do nosso Governo. Uma alimentação saudável, sem agrotóxicos e químicos, é indispensável para o desenvolvimento, o aprendizado e a saúde dos estudantes”, defende o secretário da Educação, Roni Miranda.

Para ser considerado orgânico, o alimento precisa ser produzido sem agrotóxicos, adubos químicos ou substâncias sintéticas que prejudiquem o meio ambiente. A produção também deve garantir o uso responsável do solo, da água e demais recursos naturais. Para 2026, a previsão é que 100% das escolas do Paraná recebam diversos itens orgânicos, como arroz, feijão, fubá, farinha de mandioca, frutas, verduras, hortaliças, pães, ovos, entre outros.

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Parte significativa desses alimentos vem da agricultura familiar, que abastece hoje instituições de ensino de todos os municípios do Estado. Neste ano, o Fundepar adquiriu 17 mil toneladas de ovos, frutas, verduras, legumes, hortaliças e pães produzidos por cerca de 20 mil famílias de pequenos agricultores. Desse total, 1.400 famílias têm foco na produção orgânica.

“Ano após ano, ampliamos a oferta de orgânicos para assegurar que cada estudante paranaense tenha acesso a uma alimentação mais saudável e sustentável”, destaca a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona.

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A nutricionista responsável técnica pela execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no Fundepar, Andréa Bruginski, reforça a importância da iniciativa. “Ampliar a oferta de alimentos orgânicos e agroecológicos significa aumentar o consumo de produtos sem agrotóxicos, o que traz benefícios diretos à saúde dos alunos e ao meio ambiente, preservando o solo e a água e contribuindo para a sustentabilidade”, afirma.

NA PONTA– No Colégio Estadual do Campo Nossa Senhora Conceição, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a merenda é complementada pela produção orgânica da horta da escola, mantida por alunos e professores. “São refeições nutritivas, de qualidade e sem agrotóxicos. A gente fala que é uma comida que sustenta, e isso faz toda a diferença para os alunos”, conta a diretora Lozangela Machado de Morais Calado.

Para os estudantes Christian dos Santos Schaefer, Erick Krammer Andrade de Deus, Marcelo dos Santos Sabadim e Vitor Henrique Barbosa de Andrade, do 2º ano do Ensino Médio, é uma alegria ver produtos orgânicos no cardápio da escola. “A gente come alimentos frescos que a gente mesmo plantou”, relata Marcelo. “Passei a comer mais frutas, verduras e legumes por causa das refeições aqui da escola, é uma alimentação que faz bem para a saúde”, afirma Eric.

PARANÁ MAIS ORGÂNICO– A primeira compra de alimentos orgânicos para a rede estadual foi realizada em 2010. Desde então, o Estado trabalha para ampliar a inclusão desses produtos nas refeições escolares para que elas sejam cada vez mais orgânicas. Entre as ações de incentivo à produção e de conscientização sobre alimentação saudável está o programa Paraná Mais Orgânico (PMO), que auxilia agricultores familiares interessados em produzir alimentos de maneira orgânica.

Coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o programa envolve as sete universidades estaduais do Paraná, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), vinculado à Secretaria de Agricultura e do Abastecimento (Seab), e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), responsável pela certificação dos produtos orgânicos. As instituições de ensino superior e o IDR orientam sobre práticas agroecológicas e apoiam os produtores com acompanhamento técnico, incluindo ações de assistência técnica e extensão rural.

Segundo o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, a ampliação da produção orgânica fortalece a qualidade da alimentação escolar e impulsiona o desenvolvimento sustentável no campo. “A ciência aplicada ao cultivo orgânico, associada ao apoio técnico e científico, valoriza a agricultura familiar, fortalece a economia local, estimula práticas que preservam o solo e a biodiversidade e reafirma o compromisso com uma alimentação escolar segura, nutritiva e produzida de forma responsável”, afirma.

O Paraná lidera o ranking nacional de agricultores orgânicos certificados, segundo Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO), com 4.231 produtores.

“Isso mostra que estamos no caminho certo. Ao fortalecer a produção orgânica e apoiar os agricultores familiares, garantimos não apenas alimentos mais saudáveis para nossos estudantes, mas também renda e segurança para milhares de famílias do campo. O PMO cumpre esse papel ao facilitar a certificação e ampliar o acesso dos produtores a um mercado que só cresce”, destaca o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes.

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