
Concorrência crescente de Google, AMD e Amazon pressiona margens e desafia o reinado da líder em chips de IA.
A explosão da inteligência artificial transformou a Nvidia na empresa mais lucrativa do setor de semicondutores — e também em um alvo, como explica o Wall Street Journal.
Após atingir US$ 5 trilhões em valor de mercado no fim de outubro, a companhia acumula queda de 12% em meio ao temor de investidores sobre a sustentabilidade do boom de IA e à perspectiva de novos concorrentes.
A mais recente ameaça vem do Google, que planeja vender comercialmente suas TPUs, chips de IA usados internamente há anos.
Expansão do Google em semicondutores intensifica corrida por infraestrutura de IA (Imagem: RYO Alexandre / Shutterstock)
O cenário, porém, pode mudar. A empresa negocia a cerca de 26 vezes o lucro projetado, múltiplo historicamente baixo, mas baseado em expectativas que podem ser revistas para baixo se novos rivais forçarem cortes de preço.
A AMD já se apresenta como competidora direta com a linha MI450, apoiada por clientes como a OpenAI. Com margens menores, a empresa tem espaço para oferecer preços mais agressivos.
A possível entrada do Google no mercado de chips de IA adiciona outra camada de pressão. A Alphabet tem o maior fluxo de caixa operacional do S&P 500 — US$ 151 bilhões — e capacidade financeira para sustentar um avanço prolongado.
Conquistar clientes como a Meta, uma das maiores compradoras de GPUs da Nvidia, seria um golpe significativo para o domínio da líder do setor.
Apesar das preocupações, analistas ainda não esperam um impacto imediato. O Google continua sendo um cliente importante da Nvidia, com estimativa de gastos anuais de cerca de US$ 20 bilhões.
Contudo, com novos chips da AMD, do Google e o Trainium 3 da Amazon, a capacidade da Nvidia de manter margens de 70% se tornará cada vez mais difícil.
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