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Empresário do setor de armas é preso em megaoperação por sonegar mais de R$ 14 milhões na Bahia

Empresário do setor de armas é preso em megaoperação por sonegar mais de R$ 14 milhões na Bahia

02/12/2025 às 08h25
Por: Redação Fonte: Agência Bnews
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Investigação revela que grupo usava empresas fictícias e 'laranjas' para ocultar a sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro. | Bnews - Divulgação Divulgação / PC
Investigação revela que grupo usava empresas fictícias e 'laranjas' para ocultar a sonegação de ICMS e lavagem de dinheiro. | Bnews - Divulgação Divulgação / PC

Empresário do setor de armas é preso em megaoperação por sonegar mais de R$ 14 milhões na Bahia.

 

A manhã desta terça-feira (2) foi marcada por uma ação de grande impacto na Bahia. A “Operação Fogo Cruzado”, deflagrada pela Força-Tarefa de combate à sonegação fiscal, resultou na prisão temporária de um empresário acusado de liderar um esquema que desviou mais de R$ 14 milhões em impostos estaduais.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em cinco municípios, Salvador, Feira de Santana, Irecê, Jussara e Coração de Maria, contra um grupo empresarial do comércio varejista de armas e munições. O alvo principal foi detido em Feira de Santana, apontado como o responsável por arquitetar a rede criminosa.

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Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações conduzidas pela Inspetoria Fazendária de Investigação e Pesquisa (Infip), Ministério Público e Polícia Civil, o grupo declarava o ICMS devido, mas não o repassava aos cofres públicos. Para sustentar a fraude, utilizava sucessão empresarial fraudulenta e “laranjas” como sócios e administradores, criando empresas fictícias para esconder o verdadeiro dono e adiar indefinidamente o pagamento dos tributos.

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Além da sonegação, os investigadores apuram indícios de lavagem de dinheiro por meio do comércio de joias, atividade paralela usada para dar aparência de legalidade aos recursos ilícitos.

A operação contou com a atuação de sete promotores de Justiça, 14 delegados de Polícia, 56 policiais do Necot/Draco, além de seis servidores do Fisco Estadual, oito integrantes do MPBA e sete policiais da Companhia Independente de Polícia Fazendária (Cipfaz).

A ação faz parte de uma força-tarefa que reúne diferentes órgãos envolvidos no combate à sonegação e às fraudes fiscais na Bahia. Integram o grupo o Gaesf, do Ministério Público da Bahia, o Infip, ligado à Secretaria da Fazenda, e o Necot/Draco, da Polícia Civil. Juntos, eles articulam as investigações e dão suporte às operações que buscam desarticular esquemas de manipulação tributária no estado.

Impacto para a sociedade

Segundo a Força-Tarefa, práticas como essa causam graves prejuízos à coletividade, já que o imposto foi efetivamente pago pelos consumidores, mas nunca chegou aos cofres públicos. Isso significa menos recursos para políticas públicas e serviços essenciais.

 

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