
Primeiro-ministro solicita indulto a Isaac Herzog às vésperas de ano eleitoral.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou neste domingo (30) um pedido formal de perdão ao presidente Isaac Herzog, tentando encerrar os processos de corrupção que o acompanham há mais de cinco anos.
A solicitação ocorre em um momento politicamente sensível, às vésperas de um ano eleitoral e após forte pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o indulto seja concedido.
Em comunicado, o gabinete de Herzog classificou o pedido como “extraordinário” e afirmou que o presidente só tomará uma decisão após analisar todos os pareceres necessários. Embora exerça um cargo predominantemente cerimonial, o presidente israelense tem poder para conceder perdões em situações excepcionais.
Netanyahu responde a três processos interligados, nos quais é acusado de suborno, fraude e quebra de confiança. Segundo as denúncias, o premiê teria recebido presentes de luxo, avaliados em mais de US$ 260 mil, em troca de favores políticos a empresários.
Em outros dois casos, é acusado de tentar obter cobertura favorável em veículos de imprensa em troca de benefícios regulatórios. Ele nega todas as acusações e afirma ser alvo de uma “caça às bruxas” para derrubar um líder conservador eleito democraticamente.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Netanyahu disse que um perdão imediato ajudaria a “promover a reconciliação nacional”. Segundo ele, embora desejasse concluir o processo judicial, as “demandas da realidade” exigem outra solução.
O pedido foi protocolado poucos dias depois de Trump enviar uma carta a Herzog pedindo clemência ao aliado. Na mensagem, tornada pública pelo gabinete do presidente israelense, Trump chamou o processo contra Netanyahu de “perseguição política injustificada” e afirmou que o premiê foi seu parceiro na contenção do Irã.
O julgamento contra Netanyahu começou em maio de 2020 e sofreu diversos adiamentos desde então. Críticos do governo o acusam de prolongar a guerra contra o Hamas para evitar perder o poder, e, com isso, ficar mais vulnerável a possíveis ordens de prisão.
A imagem internacional do premiê também sofreu novo desgaste no ano passado, quando o Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra ele e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant, além de um dos líderes do Hamas, por supostos crimes de guerra cometidos no conflito.
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