
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), promoveu, nesta quarta-feira, 19, o Fórum Multidisciplinar: Uma Estratégia de Prevenção do Sobrepeso e Obesidade na Atenção Primária à Saúde (APS). A iniciativa reuniu equipes da Atenção Primária com o objetivo de fortalecer o cuidado oferecido à população, ampliando a capacidade de identificar, acompanhar e encaminhar usuários com excesso de peso.
Durante o encontro, foram discutidas práticas de manejo clínico, estratégias de prevenção e o fluxo de encaminhamento para casos em que a Atenção Primária esgota suas possibilidades de intervenção. A programação foi pensada para integrar profissionais de diferentes áreas, incluindo equipes e-Multi e da Estratégia Saúde da Família (ESF), estimulando uma abordagem alinhada, resolutiva e centrada no usuário.
A referência técnica de Alimentação e Nutrição da Diretoria de Atenção Primária à Saúde, nutricionista Yasmin Prado, explicou que o fórum nasceu da necessidade de reunir os municípios para qualificar a assistência. “A proposta foi integrar profissionais para discutir sobrepeso e obesidade, melhorar indicadores e fortalecer o cuidado nos territórios. Pensamos em uma programação multidisciplinar, trazendo especialistas em saúde mental, na linha de cuidado da obesidade, marcadores de consumo alimentar e registros das ações”, detalhou.
Como palestrante do evento, a nutricionista Marília Freire reforçou a relevância da iniciativa para a Atenção Primária. “A obesidade é uma doença crônica, multifatorial e um problema de saúde pública. Por isso, é essencial que as equipes entendam sua complexidade, conheçam a rede de atenção e atuem de forma integrada. O Estado tem sido assertivo ao manter o tema em pauta, e esses momentos fortalecem o trabalho multidisciplinar, já que o nutricionista não consegue atuar sozinho”, destacou.
Marília também enfatizou o papel do pré-natal e das orientações sobre a amamentação como pilares da prevenção. “Ainda vemos muitos tabus e uma população jovem se tornando mãe e pai sem acesso à informação adequada. Cabe aos profissionais do pré-natal quebrar esses mitos, orientar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses, além da introdução alimentar correta. Sabemos que a vulnerabilidade social também pesa, por isso a integração entre saúde, assistência e educação é indispensável”, completou.
Presente no fórum, o médico José Andrade, que atua na Atenção Primária de Campo do Brito, avaliou o impacto da capacitação no cotidiano das unidades. “A obesidade tem alta prevalência e está diretamente ligada a hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e até questões emocionais. Fortalecer essa discussão ajuda a melhorar a qualidade de vida e a longevidade dos usuários, já que ao reduzir a obesidade, reduzimos também outras condições associadas”, afirmou.
O médico também falou sobre seu papel no cuidado desde a infância. “A prevenção começa na amamentação e segue com a introdução alimentar adequada. É nossa responsabilidade orientar pais e responsáveis para evitar excessos e promover hábitos saudáveis. Também precisamos reforçar com os adultos que a obesidade traz complicações sérias e que mudanças na rotina, alimentação equilibrada e atividade física fazem diferença”, acrescentou.




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