
A investigação ocorre após troca de e-mails entre Larry Summers e Jeffrey Epstein vir à tona na semana passada.
A Universidade de Harvard investigará as conexões de Larry Summers, ex-reitor da instituição e ex-secretário do Tesouro dos Estados Unidos, com Jeffrey Epstein, após e-mails revelarem que os dois mantiveram uma relação próxima por anos, mesmo após a condenação do financista por prostituição de uma menor de idade. A informação é da agência Reuters.
Em comunicado à agência, o porta-voz de Harvard, Jonathan Swain, afirmou que a universidade está conduzindo uma revisão das informações sobre todos os colaboradores da Universidade incluídos nos documentos de Jeffrey Epstein para avaliar quais ações podem ser necessárias.
Summers atuava como professor na Universidade, mas declarou em nota pública, na segunda-feira (17), que se afastará de todos os compromissos públicos após a ordenação de que o Departamento de Justiça dos EUA investigue seus laços com Epstein.
A investigação movida por Harvard também analisará filiados no passado à instituição, incluindo a esposa de Summers e cerca de dez outras pessoas. A decisão ocorre após o presidente americano, Donald Trump, ordenar ao Departamento de Justiça a abertura de uma investigação sobre os laços do ex-secretário e de outros democratas com Epstein.
A mudança brusca na posição do presidente americano ocorre após pressão de seu eleitorado por mais clareza nas informações sobre o caso. Eleitores do republicano acreditam que seu primeiro mandado encobriu laços de Epstein com figuras poderosas, incluindo o próprio Trump, e ocultou detalhes sobre a morte do financista, dada como suicídio, em uma prisão de Manhattan em 2019.
As novas revelações no caso Epstein também ocorrem logo após o Congresso dos EUA aprovar, em votação quase unânime na terça-feira (18), a divulgação dos arquivos do Departamento de Justiça sobre o financista.
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