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Pedidos de inclusão de gás natural em veículos caem 64% no estado de SP, mostra Detran-SP

Dados do Detran-SP mostram ainda que solicitações de uso de GNV caem 55% na capital em 5 anos; frota ativa com a opção de abastecimento a gás encol...

18/11/2025 às 20h01
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Com a menor procura por gás natural veicular (GNV), a frota ativa de carros ou motos que fazem uso do combustível vem diminuindo ano a ano
Com a menor procura por gás natural veicular (GNV), a frota ativa de carros ou motos que fazem uso do combustível vem diminuindo ano a ano

Um combustível está saindo das prioridades do cidadão paulista: dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) mostram declínio nos pedidos de inclusão de gás natural em veículos. O número de solicitações, que chegou a quase 10.000 em todo o estado em 2021, despencou para um quarto disso no ano passado, cerca de 2.500 (queda de 75%). Neste ano, até outubro, o Detran-SP recebeu 1.254 pedidos – número por sua vez 17% menor que o registrado no ano passado e 64% abaixo do volume de cinco anos atrás.

Com a menor procura por gás natural veicular (GNV), a frota ativa de carros ou motos que fazem uso do combustível vem diminuindo ano a ano. Se em 2020 o estado de São Paulo contava 215.450 veículos com opção de abastecimento a GNV, em 2021 o número passou a 207.888, e em 2023 já havia encolhido para 182.452. Hoje, o valor de 142.587 representa um recuo de 34% no período.

Maicon Silva, 37 anos, dez deles como taxista, é parte das estatísticas. Ele adotou o GNV em 2021, ainda durante a pandemia de Covid-19, e deixou de usar no início deste ano ao concluir que a troca não estava compensando financeiramente. “Com a alta no preço do gás, hoje está compensando mais usar etanol, porque a economia ficou pequena frente ao investimento para adaptar o carro. Além disso, o kit necessário para o abastecimento a gás ocupa grande parte do porta-malas do automóvel, e nós, taxistas, rodamos bastante, usamos a mala e trocamos de carro com frequência”, diz. “Outro dia, o frentista do posto onde eu abastecia com GNV comentou que muitos taxistas, quando trocam de veículo, não querem mais saber do gás natural.”

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Maicon Silva, 37 anos, dez deles como taxista, é parte das estatísticas
Maicon Silva, 37 anos, dez deles como taxista, é parte das estatísticas

Com ponto na Mooca, zona leste de São Paulo, Maicon representa o enxugamento da frota com GNV na capital, onde o total de veículos com gás natural caiu de 88.300 em 2020 para 59.019 em outubro deste ano, uma retração de 33%.

De novo, o recuo reflete a redução na procura pelo abastecimento a gás. Se em 2021 a capital registrou mais de 4.000 pedidos, no ano seguinte já tinha 25% menos. Em 2024 o volume de solicitações ficou em três dígitos, 946. Os dados do Detran-SP indicam 691 pedidos de inclusão de gás natural em veículos até o final de outubro, acompanhando a tendência de queda percebida nos últimos anos.

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