
Daniel Vorcaro foi preso nesta terça pela PF quando tentava embarcar para Malta em um jato particular, supostamente para se encontrar com representantes do Grupo Fictor.
A liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central nesta terça-feira (18), veio no dia seguinte a um anúncio que havia sido recebido com alívio por investidores expostos a ativos da instituição: a Fictor Holding Financeira, comunicou na segunda a compra Master, com aporte imediato de R$ 3 bilhões.
A transação, no entanto, ainda estava sujeita à aprovação do Banco Central do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e acabou sendo interrompida com a determinação de liquidação.
A operação excluía o Will Bank e o Banco Master de Investimentos, que atualmente estão em processo de negociação com grupos de investidores distintos, e que não foram incluídos na decisão do BC.
A operação seria realizada em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos. Após a conclusão, Daniel Vorcaro, preso nesta terça pela Polícia Federal, seria excluído do negócio. Ele foi detido em Guarulhos, quando tentava embarcar para Malta em um jato particular – segundo sua defesa, supostamente para se encontrar com representantes do Grupo Fictor.
Em nota por ocasião do anúncio do negócio, o sócio da Fictor Holding Financeira, Rafael Góis, afirmou que a operação simbolizava a entrada da companhia no mercado financeiro brasileiro.
“Trata-se de uma transação privada, com players complementares e de alcance global. O Banco Master, ao longo dos últimos meses, provou sua força e resiliência, superando desafios significativos. A união dos atuais produtos com a capilaridade de distribuição da Fictor levará o novo banco ao protagonismo no cenário brasileiro, que tanto carece de novos players e de concorrência saudável. Quem sairá ganhando serão os clientes.” afirmou Vorcaro, em nota, na segunda
O pleito submetido ao BC previa aina alterações na diretoria estatutária, formação de um novo conselho e mudança da denominação social para Banco Fictor.
Confira íntegra da nota conjunta enviada ao InfoMoney:
A Fictor Holding Financeira, em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos – que somam mais de US$ 100 bilhões em ativos sob gestão – anuncia a aquisição do Banco Master S.A.. A operação inclui um aporte imediato de R$ 3 bilhões destinado ao fortalecimento da estrutura de capital do banco. A transação está sujeita à aprovação do Banco Central do Brasil e do CADE.
O processo não contempla o Willbank e o Banco Master de Investimentos, que estão sendo negociados com grupos de investidores distintos. O pleito submetido ao Banco Central prevê alterações relevantes na diretoria estatutária, a formação de um novo conselho e a mudança da denominação social da instituição, que passará a se chamar Banco Fictor.
A Fictor, por meio dos seus sócios, reúne expertise nos setores financeiro, infraestrutura e alimentos. O Grupo Fictor possui investimentos com presença global, mais de 6.000 colaboradores e um portfólio com mais de 30 empresas no Brasil, Estados Unidos e Europa. Sustentada por um sistema de governança robusto, com atuação em setores vitais da economia, ingressa no setor bancário como passo estratégico para fortalecer sua plataforma de serviços financeiros e consolidar sua expansão internacional.
“A operação representa o passo de entrada da Fictor no mercado financeiro brasileiro. Seguimos alinhados às melhores práticas de governança, com foco na distribuição de produtos sólidos e desenhados para responder com precisão às demandas do mercado nacional. Mantemos o que sempre guiou nossa trajetória: investir na economia real.”, diz Rafael Góis, sócio da Fictor Holding Financeira.
Com a conclusão das etapas regulatórias, o consórcio adquirirá a totalidade das ações de Daniel Vorcaro e elegerá um novo presidente para a instituição.
“Trata-se de uma transação privada, com players complementares e de alcance global. O Banco Master, ao longo dos últimos meses, provou sua força e resiliência, superando desafios significativos. A união dos atuais produtos com a capilaridade de distribuição da Fictor levará o novo banco ao protagonismo no cenário brasileiro, que tanto carece de novos players e de concorrência saudável. Quem sairá ganhando serão os clientes.” afirma Daniel Vorcaro.
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