
Secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, que já havia afirmado que é “vergonhoso” para um policial não ter “três ocorrências” de homicídio em seu histórico
O tabloide britânico ‘The Sun’ fez duras críticas à Polícia Militar de São Paulo, classificando-a como a “força policial mais perigosa do mundo”.
A publicação ressaltou o crescimento da violência policial no estado, trazendo à tona casos trágicos, como a morte do menino Ryan da Silva Andrade, de apenas 4 anos, e do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, de 22 anos.
A diretora-executiva da Conectas, Camila Asano, comentou sobre a letalidade policial, que, segundo ela, aumentou sob a gestão do governador Tarcisio de Freitas.
Camila Asano também se manifestou sobre as declarações do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, que já havia afirmado que é “vergonhoso” para um policial não ter “três ocorrências” de homicídio em seu histórico.
A diretora da Conectas enfatizou que a violência policial está inserida em um contexto de racismo, citando um estudo que revela que uma em cada três mortes violentas na capital paulista é atribuída as ações de policiais.
A Secretaria de Segurança Pública do estado se defendeu, afirmando que está comprometida com a legalidade e a responsabilização de eventuais desvios de conduta.
Desde o início de 2023, a pasta informou que 465 policiais foram detidos e 335 foram demitidos por irregularidades. Além disso, a secretaria destacou os investimentos em capacitação contínua e a implementação de equipamentos com menor potencial ofensivo.
As investigações sobre os casos de violência mencionados continuam em andamento, conforme a Secretaria de Segurança Pública.
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