
Presidente disse acreditar que a Vale pode e deve retomar primeiras posições entre as empresas internacionais do setor e nunca mais repetir episódios como os rompimentos de barragens
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta sexta-feira (14/2), do anúncio do Programa Novo Carajás, que prevê R$ 70 bilhões da Vale em investimentos até 2030 na região de Carajás, no Pará. A iniciativa fortalece a produção de minério de ferro e cobre no Brasil, essenciais para a transição energética global.
Em seu discurso, Lula destacou o atual momento do país com grande atração de investimentos. " O Brasil vai crescer mais, porque tem uma coisa acontecendo nesse país: temos o menor nível de desemprego da história, crescimento da massa salarial e a quantidade de crédito que nunca tivemos. E vamos anunciar mais três políticas de crédito nesse país. Se depender do governo, se depender daquilo que a gente possa fazer, a Vale voltará a ocupar os primeiros lugares entre as empresas de mineração", afirmou o presidente.
Hoje, a Vale ocupa a 14ª posição entre as grandes do segmento, lembrou Lula. O presidente disse acreditar que a eleição de Gustavo Pimenta à presidência da empresa pode restaurar um comando mais unificado e estreitar relações com os objetivos do desenvolvimento nacional. "A Vale sempre foi motivo de orgulho e associada à imagem de sucesso do País", disse Lula. "A Vale voltará a ocupar os primeiros lugares", disse.
Ao se dirigir ao novo presidente da companhia, Lula também destacou a necessidade de a Vale nunca mais incorrer em erros como os que geraram os rompimentos das barragens de Brumadinho e Mariana. "As famílias não merecem isso. A Vale não merece isso", disse. O presidente recordou que o seu Governo conseguiu fechar acordo de reparação às famílias.
O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou as potencialidades do Brasil e suas reservas minerais e a importância da atividade para a economia nacional. Segundo ele, as políticas públicas desenvolvidas pelo Governo Federal têm como objetivo dobrar a representação da atividade no PIB do país.
“Temos que encarar o setor de forma completa, da segurança alimentar à importância dos minerais críticos para a transição energética. Se hoje nossa mineração representa 3% do PIB, a meta é chegar em 6% em uma década. Estamos fazendo isso de forma organizada, com políticas claras que atendam o interesse da sociedade de aliar desenvolvimento econômico, sustentável, com resultados sociais e segurança”, afirmou o ministro.
Em 2024, o setor mineral faturou R$ 270,8 bilhões de reais, uma alta de 9,1% em relação a 2023. O minério de ferro representa 60% desse faturamento anual.
O ministro ainda destacou o mapeamento geológico promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o fortalecimento das políticas para o aumento da produção de fertilizantes e o aumento dos instrumentos de controle visando a segurança da atividade.
“O Governo Federal atua com determinação e seriedade para garantir que o setor opere com responsabilidade, gerando mais benefícios para a nossa gente. A mineração precisa gerar retorno social e crescimento para as comunidades, sem nunca esquecer a sustentabilidade e a segurança. Por isso, é muito positivo ver esses investimentos acontecendo em alinhamento com a Política Nacional de Transição Energética. O Brasil, no governo do presidente Lula, assume a liderança da transição energética global e abraça a vocação de ser gigante pela própria natureza”, finalizou Silveira.
O programa da Vale, batizado de Novo Carajás, tem foco na retomada e manutenção dos volumes de minério de ferro e expansão da produção em cobre. Para o Brasil, a mineração representa importante frente para o desenvolvimento da infraestrutura competitiva e fomenta a logística de diversos setores econômicos. A região de Carajás é rica em minerais essenciais para a descarbonização e a transição energética.
O projeto reúne o potencial de Carajás, incluindo as minas em operação, expansões e novos alvos, para impulsionar o beneficiamento de minerais críticos para a produção de aço verde (minério de ferro de alta qualidade) e de metal para transição energética (cobre), considerados essenciais para a redução das emissões de carbono. A previsão é que a produção de minério de ferro em Carajás chegue a 200 milhões de toneladas por ano em 2030. No caso do cobre, o crescimento esperado é de 32%, elevando a produção na região para cerca de 350 mil toneladas.
Com informações do MME
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