Dispositivos prometem manter pisos, corredores e áreas comuns sempre limpos de forma automática, reduzindo custos com equipe humana.
A automação predial está cada vez mais presente nos condomínios, e uma das tecnologias em expansão são os robôs de limpeza.
Estes dispositivos prometem manter pisos, corredores e áreas comuns sempre limpos de forma automática, reduzindo custos com equipe humana e aumentando a eficiência operacional.
No entanto, o uso desses robôs também traz desafios de segurança, responsabilidade civil e seguro, especialmente em edifícios com grande circulação de moradores, crianças e pets.
Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Automação Predial (ABAP, 2024), condomínios que adotaram robôs de limpeza apresentaram uma redução de 28% nos custos operacionais de manutenção e aumento de 15% na satisfação dos moradores com a limpeza.
Apesar das vantagens, não se pode ignorar os riscos jurídicos:
“O síndico deve tratar robôs de limpeza como qualquer outro equipamento do condomínio: com regras claras, supervisão e seguro adequado. Ignorar os riscos pode gerar ações judiciais por danos materiais ou morais”, alerta Felipe Faustino, advogado especialista em direito condominial
A maioria das apólices de seguro condominial cobre danos causados por equipamentos e falhas técnicas, mas é essencial:
Os robôs de limpeza podem transformar a gestão condominial, oferecendo eficiência, economia e sustentabilidade, mas a tecnologia não elimina a responsabilidade civil do condomínio.
“Automatizar não significa isentar o síndico de zelar pela segurança dos moradores. A prevenção, fiscalização e seguro adequado são indispensáveis para que a inovação não se transforme em litígio”, diz Felipe Faustino.
Assim, a chave é equilibrar tecnologia e responsabilidade, garantindo que os benefícios da automação tragam conforto sem expor moradores a riscos desnecessários.
Por Rafael Bernardes, CEO do Síndicolab, e Felipe Faustino, advogado no escritório Faustino & Teles