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“Crise existencial”: tensão entre China e Japão escala com declarações sobre Taiwan

“Crise existencial”: tensão entre China e Japão escala com declarações sobre Taiwan

10/11/2025 às 18h14
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
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O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, aperta a mão da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, enquanto o presidente da China, Xi Jinping, se afasta após tirar uma foto em grupo durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em G
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, aperta a mão da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, enquanto o presidente da China, Xi Jinping, se afasta após tirar uma foto em grupo durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em G

“Crise existencial”: tensão entre China e Japão escala com declarações sobre Taiwan.

 

Primeira-ministra japonesa alerta hipótese de ataque chinês a Taiwan, enquanto Pequim reage com protestos diplomáticos e mensagens agressivas.

As tensões entre China e Japão voltaram a aumentar após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que classificou um eventual ataque chinês a Taiwan como uma “situação de crise existencial” para o Japão, o que poderia justificar o uso de força. A fala de sexta-feira no Parlamento foi interpretada como um desvio da linha tradicional de Tóquio e levou Pequim a apresentar uma “séria representação diplomática”.

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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês Lin Jian afirmou que Takaichi “fez declarações errôneas sobre Taiwan, insinuando a possibilidade de intervenção militar no Estreito de Taiwan”. Segundo ele, as palavras da líder japonesa “constituem uma grosseira interferência nos assuntos internos da China” e “violam gravemente o princípio de Uma Só China e os compromissos políticos assumidos por Tóquio”. Lin questionou ainda: “O Japão está tentando desafiar os interesses centrais da China e obstruir a grande causa da reunificação nacional?”.

A tensão aumentou após o cônsul-geral chinês em Osaka, Xue Jian, publicar – e depois apagar – uma mensagem no X. “Não temos escolha a não ser cortar aquele pescoço sujo que se lançou sobre nós. Estão prontos?”, escreveu. O chefe de gabinete japonês, Minoru Kihara, classificou o comentário como “extremamente inapropriado” e informou que o governo “apresentou um forte protesto” a Pequim.

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Lin reiterou que Taiwan é parte da China e que a questão da ilha é um assunto puramente interno, que não admite interferência externa. Ele também advertiu que as tentativas de Tóquio de se alinhar a políticos europeus e taiwaneses representam “um desafio à ordem internacional do pós-guerra” e “um grave dano às relações sino-japonesas”.

“China será reunificada – e certamente será reunificada”, disse Lin. “Exortamos o Japão a cessar imediatamente a interferência, parar de provocar e não seguir cada vez mais pelo caminho errado”, concluiu o porta-voz.

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