
O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, será julgado nesta segunda-feira (10) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O jogador foi condenado em primeira instância a 12 jogos de suspensão por ter forçado um cartão amarelo com o intuito de beneficiar apostadores, e desde o início de setembro atua sob efeito suspensivo.
Além da suspensão, o atleta também foi multado em R$ 60 mil pelo episódio. Caso a pena seja mantida ou ampliada, Bruno Henrique pode desfalcar o Flamengo em partidas decisivas, incluindo a final da Libertadores, marcada para o dia 29 de novembro, contra o Palmeiras, em Lima, no Peru.
Segundo o jornal O Globo, enquanto a defesa do atleta quer anular todas as condenações, a Procuradoria deseja que o jogador cumpra uma punição maior — o máximo é de dois anos — e que ela valha para todas as competições. Para que a pena seja aplicada em jogos da Libertadores, a CBF precisa fazer uma solicitação à Fifa, oficiando a entidade para que adeque a pena.
Além de Bruno Henrique — que também responde na Justiça Comum — outras quatro pessoas foram condenadas por se beneficiarem financeiramente do cartão recebido pelo atacante, incluindo o irmão do jogador, Wander Nunes Pinto Júnior.
Relembre o caso
O atacante Bruno Henrique foi condenado por maioria de votos (4 a 1) por "atuar de forma contrária à ética desportiva, com o intuito de influenciar o resultado de uma partida". O cartão amarelo que motivou o julgamento foi recebido no dia 1º de novembro de 2023, em duelo contra o Santos, no Mané Garrincha, em Brasília, pelo Campeonato Brasileiro.
A defesa do jogador argumentou que o Flamengo não sofreu prejuízo direto com a ação e sustentou que o próprio clube havia orientado o atleta a forçar o cartão amarelo naquele jogo. Já a Procuradoria afirmou que o atacante obteve vantagem pessoal ao compartilhar previamente com familiares a informação de que seria advertido.
A investigação teve início em agosto do ano passado após três casas de apostas registrarem movimentações atípicas em apostas relacionadas à possibilidade de Bruno Henrique receber um cartão amarelo naquele jogo. As autoridades realizaram uma busca e apreensão do celular do jogador, mas o STJD decidiu arquivar o caso à época.
No entanto, em abril deste ano, a Polícia Federal indiciou o atleta por estelionato e fraude em competição esportiva, após encontrar conversas entre Bruno Henrique e seu irmão, que confirmariam a antecipação da informação sobre o cartão. Caso seja condenado nas instâncias da Justiça comum, Bruno Henrique pode enfrentar uma pena que chega a 17 anos e oito meses de prisão.
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