
Lançado na Cúpula de Líderes antes da COP 30, o fundo reúne países e recursos para financiar a conservação das florestas tropicais e apoiar comunidades locais.
Até agora, sete países já aderiram ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). O mecanismo foi lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (6), no primeiro dia da Cúpula de Líderes, evento que antecede a COP 30, em Belém.
Além do Brasil, que lidera a criação do fundo, Indonésia, Noruega, Portugal, França, Países Baixos e Alemanha também anunciaram participação.
Mais de 50 países já declararam apoio ao fundo, assinando sua Declaração de Lançamento. Por isso, ao longo da COP 30, novas adesões podem ser anunciadas.
O TFFF também recebeu a doação de um indivíduo. A contribuição de US$ 10 milhões será feita por meio da fundação filantrópica Minderoo, do milionário australiano Andrew Forrest.
No total, cerca de 5,6 bilhões de dólares foram anunciados nos dois primeiros dias. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o objetivo era captar US$ 10 bilhões até o fim de 2026, mas a meta pode ser atingida antes do prazo.
Veja as contribuições de cada financiador do fundo:
Os valores não serão investidos de uma só vez. O montante anunciado pela Noruega, por exemplo, refere-se às contribuições que serão feitas ao longo dos próximos 10 anos. Já a França informou que o valor será empenhado até 2030, desde que algumas condições sejam cumpridas.
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) é um fundo de financiamento para a preservação de florestas tropicais. A expectativa é que ele se torne um dos principais mecanismos de financiamento da preservação ambiental e do combate às mudanças climáticas.
Ele funcionará captando investimentos privados, que serão reinvestidos em projetos com maior retorno. O spread — ou seja, a diferença entre o que for pago aos investidores e o que for obtido nas aplicações — será distribuído entre os países que preservam florestas tropicais, como forma de remuneração pela conservação das florestas em pé.
Além disso, pelo menos 20% dessa remuneração deve ser destinada a projetos liderados por povos indígenas ou comunidades locais, reconhecendo a importância e o protagonismo dessas comunidades na preservação ambiental.
Liderada pelo Brasil, a criação do fundo contou com a parceria de outros países, em sua maioria do Sul Global. República Democrática do Congo, Gana, Malásia, Indonésia, Colômbia, Reino Unido, Alemanha, Noruega, França e Emirados Árabes Unidos estiveram envolvidos no processo.
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