
O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), tem atuado de forma estratégica na promoção da cadeia do coco na economia sergipana. Por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), a companhia incentiva empreendimentos que transformam a produção agrícola em produtos industrializados, como leite de coco, óleo, coco ralado e água de coco, gerando emprego e renda no estado.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sergipe é o quarto maior produtor de coco do Brasil, com destaque para os municípios de Neópolis, no baixo São Francisco, e Estância, no sul sergipano, o que estimula a implantação de indústrias que abastecem mercados internos e externos. Em Neópolis, por exemplo, são produzidos mais de 51 milhões de cocos por ano, de acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).
Ainda segundo levantamento do IBGE, a cadeia produtiva do coco em Sergipe registrou crescimento expressivo no último ano, com elevação de cerca de 40% no valor da produção, passando de cerca de R$ 124 milhões em 2023 para aproximadamente R$ 175 milhões em 2024.
Indústrias sergipanas do coco
Empresas como a Coco10, em Malhada dos Bois, no baixo São Francisco, e a Sergisucos, em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju, recebem incentivo fiscal por meio do PSDI, fomentando a ampliação da capacidade produtiva do setor. O programa é gerenciado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec) e executado pela Codise.
“O PSDI tem sido fundamental para fortalecer a industrialização em Sergipe, criando condições favoráveis para que empresas ampliem sua capacidade produtiva e invistam em tecnologia. No caso do coco, o programa permite que o potencial agrícola se converta em desenvolvimento industrial e geração de empregos em todo o estado”, destaca o diretor-presidente da Codise, Ronaldo Guimarães.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia, Valmor Barbosa, o PSDI é uma importante ferramenta na interiorização do desenvolvimento e no fomento a diferentes cadeias produtivas. “A pluralidade é uma marca do PSDI, já que o programa abrange os mais diversos setores, que se combinam em um ambiente de negócios favorável. E esse ambiente se expande por todo o território sergipano, com potencial de crescer ainda mais”, pontua.
Sustentabilidade
O fruto também tem ganhado destaque no campo da inovação e sustentabilidade. Pesquisas realizadas com apoio do Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) exploram novas formas de aproveitamento da casca do coco, com potencial para produção de biocarvão e fertilizantes naturais.




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