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Shutdown nos EUA chega ao 36º dia e se torna o mais longo da história

Shutdown nos EUA chega ao 36º dia e se torna o mais longo da história

05/11/2025 às 10h51
Por: Redação Fonte: Reuters
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Placa alertando que o Centro de Visitantes do Capitólio está fechado 01/10/2025. REUTERS/Nathan Howard
Placa alertando que o Centro de Visitantes do Capitólio está fechado 01/10/2025. REUTERS/Nathan Howard

Shutdown nos EUA chega ao 36º dia e se torna o mais longo da história.

 

Fechamento parcial do governo já afeta 40 milhões de americanos que dependem de auxílio alimentar e deixa servidores sem salário.

Os Estados Unidos enfrentam o mais longo shutdown federal de sua história, após 36 dias de paralisação provocada pelo impasse entre o presidente Donald Trump e o Congresso sobre o orçamento. A falta de acordo entre republicanos e democratas já suspendeu pagamentos a centenas de milhares de servidores, interrompeu serviços públicos e ameaça o fornecimento de alimentos a milhões de americanos.

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A paralisação começou com o vencimento das autorizações de gasto e se prolonga enquanto Trump resiste a negociar com líderes democratas. O presidente afirmou que os benefícios alimentares só serão retomados quando os “radicais de esquerda” aceitarem reabrir o governo.

Segundo dados oficiais, mais de 40 milhões de pessoas dependem do programa de assistência alimentar (Snap), que ficou sem financiamento no fim de semana, a primeira interrupção em mais de 60 anos. O governo informou à Justiça que pagará metade do valor usual às famílias em novembro, mas o presidente publicou em sua rede Truth Social que o auxílio só seria liberado após o fim do shutdown. A Casa Branca depois afirmou que a mensagem se referia a pagamentos futuros.

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Programas de educação infantil subsidiados também começaram a suspender atividades em algumas regiões, e analistas em Washington alertam que a pressão política tende a aumentar à medida que os efeitos da paralisação atingem a população de baixa renda.

Republicanos do Congresso defendem a aprovação de uma medida temporária para manter o nível atual de gastos, enquanto os democratas exigem a reversão de cortes planejados em créditos fiscais de saúde. “Acho que estamos próximos de uma saída”, disse o líder republicano no Senado, John Thune, a repórteres.

Pesquisas indicam que a opinião pública responsabiliza principalmente Trump e seu partido. Levantamento da NBC News mostrou que 52% dos eleitores culpam o presidente e os republicanos, ante 42% que atribuem a culpa aos democratas. A aprovação de Trump caiu para 43%, quatro pontos abaixo do registrado em março.

Enquanto negociações discretas entre senadores tentam abrir caminho para um acordo, Washington vive os efeitos de um impasse que, pela primeira vez, coloca em risco direto a segurança alimentar de milhões de americanos.

 

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