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DecisionOps ajuda empresas a otimizar decisões

Inspirado no movimento RevOps, DecisionOps tem o objetivo de substituir a cultura do improviso e de decisões espalhadas entre pessoas, planilhas, i...

31/10/2025 às 20h08
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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Imagem de DC Studio no Freepik
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Aumentar ou diminuir o orçamento de uma campanha? Lançar o produto neste semestre ou no próximo? Reajustar o valor do produto em quantos reais? Tomar decisões empresariais de maneira rápida, eficaz e assertiva é algo que, na teoria, pode parecer simples, mas que, na prática, enfrenta obstáculos. Segundo uma pesquisa global da McKinsey & Company, por exemplo, apenas 20% das organizações afirmam ser excelentes em tomada de decisão.

Já 61% reconhecem que a maior parte do tempo gasto decidindo é usado de forma ineficaz. Em valores monetários, essas dificuldades levam à perda de US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão, na cotação atual) em produtividade em uma empresa média da Fortune 500 — lista que reúne 500 das maiores corporações dos Estados Unidos.

Nesse cenário, o DecisionOps, também chamado de DecOps, surge com a proposta de melhorar a forma como as decisões são tomadas nos negócios por meio de um conjunto de práticas, processos e ferramentas tecnológicas.

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Como explica um artigo da empresa de software Atlassian, a origem do DecisionOps remonta a meados de 2007 e 2008. Na época, profissionais ligados à tecnologia da informação (TI) e desenvolvimento de software estavam preocupados com os efeitos negativos de suas áreas trabalharem de forma isolada e terem barreiras de comunicação. A partir dessa questão, buscaram-se formas de integrar trabalhos, dados e tomada de decisões.

"Inspirado no movimento RevOps, o DecisionOps é a evolução natural da inteligência operacional. Ele surge para conectar dados, regras e inteligência artificial (IA) em um único fluxo, transformando decisões em ativos vivos e governados. Seus pilares são claros: modelar e versionar decisões, automatizar regras de negócio, IA e dados em tempo real e medir o impacto de cada decisão", afirma Rodrigo Santos, CEO e co-founder da Abaccus. A empresa é especializada em soluções de Business Rules Management System (BRMS ou sistemas de gerenciamento de regras de negócio).

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Em outras palavras, ao invés de deixar decisões espalhadas entre pessoas, planilhas, diversos sistemas e e-mails, o DecisionOps cria um sistema operacional para decidir. "O resultado é um ciclo decisório contínuo, auditável e inteligente. Os dados alimentam as decisões, as decisões são executadas automaticamente e os resultados retornam ao sistema para aprendizado e ajuste", diz Santos.

Ele explica que um dos maiores valores do DecisionOps é unificar tecnologias que historicamente funcionaram em silos (ou seja, de forma separada, não integrada). Ele cria uma camada orquestradora, em que cada tecnologia assume o papel certo dentro do ciclo de decisão.

Nesse modelo, o BRMS, por exemplo, torna-se responsável por estruturar, validar e governar as regras do negócio. É o coração lógico das decisões, como define Santos. A IA fornece predições, insights e probabilidades que alimentam o BRMS, ajudando a escolher a melhor decisão entre várias alternativas.

Já o Business Process Management (BPM) executa e integra as decisões nos fluxos operacionais da empresa, buscando garantir que a decisão certa ocorra no momento certo, dentro do processo. No caso do Customer Relationship Management (CRM), são recebidas decisões automatizadas em tempo real sobre segmentação, priorização de leads e ofertas. O Enterprise Resource Planning (ERP) integra as decisões operacionais e financeiras, garantindo coerência entre políticas de preço, crédito e execução.

"Com o DecisionOps, todas essas tecnologias passam a funcionar como um ecossistema inteligente de decisão. O dado flui do BI para o BRMS, é aprimorado pela IA, executado via BPM, refletido em CRMs e ERPs e retroalimentado pelos resultados. Cada decisão se torna um ponto de aprendizado e evolução", sintetiza Santos.

A Abaccus possui uma tecnologia para apoiar equipes na automação de decisões complexas. Ela pode substituir regras e cálculos espalhados em diversos sistemas, planilhas e macros (ainda utilizadas em muitas empresas que não implementaram o DecisionOps) por uma camada conectada a dados, IA e sistemas corporativos via APIs REST. Consequentemente, informações que antes estavam dispersas podem se tornar centralizadas, versionadas e auditáveis.

"Empresas que usam a Abaccus podem reduzir em até 90% o tempo de adaptação de processos de negócio, possibilitando que profissionais não técnicos tenham autonomia para fazer ajustes sistêmicos com agilidade e com menor dependência dos times de tecnologia", conta Santos.

O executivo afirma que a tecnologia da Abaccus busca substituir a cultura do improviso, que ainda está em vigor em muitas companhias do Brasil. Quando se fala de emprego de novas tecnologias no ambiente de trabalho, o desafio também é grande, como aponta uma pesquisa da Data-Makers em parceria com a CDN divulgada pela Forbes.

No levantamento, 77% das empresas ouvidas afirmaram não possuir cultura de transformação digital, e a falta de preparo de liderança para lidar com esse tema foi admitida por 62% dos executivos entrevistados.

Mesmo com os desafios, Santos é otimista em relação ao potencial do DecisionOps e acrescenta que "a Abaccus tem o objetivo de torná-lo uma prática concreta", fazendo com que as empresas tenham um cérebro operacional para pensar rápido, agir certo e decidir com consciência. "Este é o novo padrão da eficiência: decisões como vantagem competitiva", reforça.

Para saber mais, basta acessar o site da Abaccus: https://abaccus.com.br/

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