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ONU alerta que risco de guerra nuclear está ‘alarmantemente alto’

ONU alerta que risco de guerra nuclear está ‘alarmantemente alto’

31/10/2025 às 17h32
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
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(Foto: Burnt Pineapple Productions)
(Foto: Burnt Pineapple Productions)

ONU alerta que risco de guerra nuclear está ‘alarmantemente alto’.

 

Nesta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou que os crescentes riscos nucleares estão testando o regime global de não proliferação como nunca antes.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO) condenaram a intenção do governo dos Estados Unidos de retomar testes de armas nucleares após mais de três décadas.

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“O risco de guerra nuclear já está alarmantemente alto”, alertou o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq, em Nova York, pedindo que a moratória global “permaneça em vigor sob quaisquer circunstâncias”.

Em Viena, o secretário-executivo da CTBTO, Robert Floyd, afirmou que “qualquer teste explosivo de arma nuclear por qualquer Estado seria prejudicial e desestabilizador para os esforços globais de não proliferação e para a paz e segurança internacionais”.

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Ele lembrou que o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT) proíbe todas as explosões nucleares e que o sistema internacional de monitoramento da entidade “pode e vai detectar qualquer teste nuclear em qualquer lugar do planeta”. Segundo Floyd, este “momento complexo e desafiador” deve servir como oportunidade para os líderes mundiais avançarem na ratificação do CTBT e no objetivo compartilhado de um mundo livre de testes nucleares.

Nesta semana, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou que os crescentes riscos nucleares – desde as usinas nucleares da Ucrânia devastadas pela guerra até as salvaguardas não resolvidas do Irã e os esforços renovados de inspeção na Síria – estão testando o regime global de não proliferação como nunca antes.

As reações ocorrem após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar nas redes sociais que instruiu o Pentágono “a começar a testar nossas armas nucleares em bases de igualdade”, em referência aos programas da Rússia e da China. Moscou respondeu que retomará os testes se outros países abandonarem a moratória, enquanto Pequim pediu que Washington respeite o CTBT.

O vice-presidente americano, JD Vance, defendeu que testar o funcionamento adequado do arsenal nuclear faz parte da segurança nacional, ao comentar o anúncio. Os EUA não realizam uma detonação nuclear desde 1992, mas a retomada dos testes seria vista pela agência da ONU como um retrocesso ao regime global de não proliferação.

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