
De acordo com uma pesquisa feita pela British Dental Health Foundation e noticiada pela Colgate, 15% da população dos EUA não vai ao dentista por medo e ansiedade. Ainda segundo o relatório, 36% dos entrevistados não procuram uma consulta odontológica regularmente, tendo o medo como principal motivo.
No Brasil, a realidade é semelhante, conforme aponta a revista Sorrisos Brasileiros. De acordo com o periódico, 15% da população sofre de ansiedade odontológica.
Elisangela Maria de Souza, empresária e cirurgiã-dentista, afirma que os números das pesquisas confirmam uma realidade que ela vivencia há mais de 10 anos em seu consultório. “Todos os dias chegam mais de duas pessoas com algum tipo de medo ou trauma psicológico, proveniente de experiências anteriores em consultórios odontológicos”, informa.
A resposta para esse medo, segundo a profissional, é a Odontologia Humanizada, uma prática que visa criar uma conexão entre paciente e dentista.
“Na abordagem humanizada, precisamos, é claro, saber qual é a queixa principal, mas, antes disso, acontece o encontro entre cirurgião-dentista e paciente. O primeiro passo é conhecer a história de vida desse paciente. Temos um olhar holístico, e essa conexão não pode ser forçada — ela precisa ser genuína”, explica.
Ainda de acordo com Elisangela, que é mestre em Ciências Odontológicas e doutorando do Departamento de Dentística Restauradora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), essa abordagem envolve acolher, entender e, em seguida, planejar o tratamento necessário, sempre com base em evidências científicas e na ética profissional.
O impacto na prática clínica
No dia a dia, Elisangela afirma que a Odontologia Humanizada começa desde o primeiro contato do paciente ao buscar uma consulta. Já no consultório, a profissional ressalta a importância de contar com uma equipe que compartilhe dos mesmos princípios.
“Quando o paciente chega com suas dores, medos e traumas e encontra essa rede de apoio — desde o momento em que liga para agendar a consulta até o momento em que chega à clínica —, isso faz toda a diferença. Ele se sente seguro, acolhido, importante e, o melhor, em paz!”, enfatiza a especialista.
Além da equipe, o ambiente também é um fator essencial. O espaço precisa ser calmo, aconchegante e, de preferência, contar com uma música ambiente tranquila. “A clínica deve ser projetada com cores leves, que transmitam calma. Também é interessante utilizar aromatização com óleos essenciais. Tudo importa! Até a cor do uniforme da equipe”, finaliza.
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