
Apesar de serem planejadas especialmente para a prática de atividades físicas, as academias não estão imunes a riscos: quedas, acidentes com equipamentos, desmaios e problemas cardiovasculares durante exercícios intensos são algumas das possibilidades. Pensando nisso, a empresa de treinamentos especializados 22Brasil Socorristas criou o Projeto Academia Segura.
O objetivo é capacitar, por meio de treinamento, os colaboradores das academias para atuarem de forma rápida, segura e eficiente em emergências, garantindo um atendimento inicial de qualidade até a chegada do suporte médico especializado.
O curso tem como foco as academias de São Paulo (SP), onde a Lei Municipal nº 13.945/2005 exige, em estabelecimentos com mais de mil sócios, a presença de desfibrilador externo automático (DEA) e de profissionais aptos a operá-lo.
“Durante o curso, nossos instrutores — todos socorristas credenciados — realizam treinamentos teórico-práticos sobre o uso do DEA e o reconhecimento de uma parada cardiorrespiratória, utilizando equipamentos de simulação idênticos aos modelos instalados nas academias”, explica o enfermeiro Carlos Rodrigues, especialista em atendimento pré-hospitalar traumático e fundador da 22Brasil Socorristas.
O treinamento abrange ainda os seguintes conteúdos: suporte básico de vida (SBV), reanimação cardiopulmonar (RCP), desobstrução de vias aéreas (engasgo), atendimento a vítimas de desmaios, convulsões e hipoglicemia, utilização de cadeira de rodas para atendimento de vítimas; controle de hemorragias e ferimentos leves; imobilização e acionamento correto do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
Carlos Rodrigues diz que, no curso, é trabalhado o aspecto emocional e comportamental do atendimento. “Por meio de simulações realistas, os participantes vivenciam situações de estresse controlado, aprendendo a controlar o nervosismo, priorizar ações e comunicar-se de forma eficiente. Esse tipo de prática ajuda o colaborador a desenvolver reflexos automáticos e confiança, reduzindo o tempo de resposta e aumentando as chances de sucesso no socorro”, detalha ele.
Ao final, os participantes recebem certificação válida conforme os requisitos legais, comprovando a adequação da academia à legislação vigente e garantindo segurança jurídica ao estabelecimento.
“A experiência em academias que já aderiram ao curso foi positiva. Tanto na Ironberg quanto na Hub Fitness, o engajamento dos colaboradores superou as expectativas. As academias relataram também que os alunos se sentiram mais tranquilos ao saber que o local possui profissionais treinados e equipamentos prontos para uso imediato, o que reforça a credibilidade e responsabilidade perante os clientes”, pontua o fundador da 22Brasil Socorristas.
O próximo passo da empresa é expandir o projeto para outras cidades de São Paulo e, posteriormente, para outros estados brasileiros, em parceria com redes de academias e órgãos municipais de saúde e esporte. O fundador lembra que um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados busca tornar obrigatória a disponibilidade do DEA em academias de todo o Brasil.
O projeto, apresentado em junho deste ano, ainda aguarda discussão na Câmara, mas Carlos Rodrigues recomenda que, independentemente da existência de obrigatoriedade, todas as academias devem preocupar-se com a segurança dos seus clientes e com a capacitação da equipe.
“Ter isso em mente mostra preocupação com a vida e com a responsabilidade social. Qualquer pessoa pode fazer a diferença em uma emergência se estiver devidamente preparada. É importante disseminar conhecimento, conscientizar e fortalecer a cultura de segurança nas academias, tornando esses ambientes não apenas saudáveis, mas também verdadeiramente protegidos”, defende o socorrista.
Para saber mais, basta acessar o site da 22Brasil Socorristas: https://22brasil.net/
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