
As principais notícias que devem movimentar os bastidores do mundo, da política e dos mercados hoje.
O mercado está atento nesta terça-feira (28) ao índice de confiança do consumidor relativo a outubro, que mede a percepção das famílias sobre a economia dos Estados Unidos e influencia decisões de consumo e investimento, às 11h. Mais tarde, às 17h30, saem os dados semanais de estoques de petróleo divulgados pela American Petroleum Institute (API), entidade privada que acompanha a oferta de petróleo no país e pode alterar o comportamento do mercado de energia.
Além disso, o presidente norte-americano Donald Trump se encontra com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, do Partido Liberal Democrata, de direita. A reunião em Washington, que vai até quarta-feira (29), foca no fortalecimento da relação entre os dois países, incluindo comércio e segurança. Eles estão nos estágios finais da preparação de um documento conjunto sobre terras raras e outros minerais críticos e o fortalecimento das cadeias de suprimentos, informou o jornal Asahi. Na quinta-feira, Trump se reúne com o presidente chinês Xi Jinping, na quinta-feira, na Coreia do Sul. A expectativa positiva para um acordo entre Washington e Pequim impulsiona as bolsas mundiais.
No Brasil, com a agenda econômica esvaziada, a atenção está voltada para a negociação sobre as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. O governo brasileiro quer acelerar as conversas e pediu aos secretários do governo Trump uma nova rodada de negociações para a próxima semana. O pedido foi feito na segunda-feira (27) no primeiro encontro entre os representantes de ambos os países após a reunião entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Trump, realizada em Kuala Lumpur, na Malásia.
Participaram do encontro pelo Brasil o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o secretário-geral do Ministério da Indústria e Comércio, Márcio Rosa, e o embaixador Audo Faleiro, assessor especial do presidente Lula. Pelo lado americano estiveram o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o chefe do United States Trade Representative (USTR), a agência de representação comercial dos EUA, Jamieson Greer.
Segundo fontes da CNN, a reunião serviu principalmente para alinhar os próximos passos. O governo brasileiro solicitou que os Estados Unidos suspendam temporariamente o tarifaço enquanto as negociações estiverem em andamento, uma medida que busca dar previsibilidade às exportações e sinalizar boa-fé. A expectativa é que o novo encontro ocorra em Washington, com a presença dos três ministros designados por Lula para liderar as negociações: o ministro da Fazenda, Fernando Haddad; o vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin; e o chanceler Mauro Vieira.
Não houve discussão sobre setores específicos nem qualquer sinal de redução imediata das tarifas. A expectativa do investidores por boas notícias levou o Ibovespa a subir 0,54% ontem e bater novo recorde histórico ao fechar em 146.969 pontos. Durante o pregão, o índice chegou a 147.969 pontos, superando a marca de 24 de setembro, quando fechou em 146.491 pontos. O dólar fechou em queda, a R$ 5,370.
No campo corporativo, a Hypera (HYPE3) divulgará seus resultados trimestrais após o fechamento dos mercados.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desejou feliz aniversário a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comemorado na segunda-feira (27), e elogiou o encontro que tiveram na Malásia, chamando o petista de “vigoroso”. Durante a reunião, Lula pediu a suspensão das tarifas de 50% aplicadas a produtos brasileiros e punições contra autoridades, enquanto Trump afirmou que verá se será possível um acordo. Lula disse estar confiante em uma solução nos próximos dias e afirmou que o encontro ajudou a esclarecer equívocos sobre decisões do STF e sobre a política brasileira.
Trump afirmou que Estados Unidos e China estão prontos para um acordo comercial e se encontrou com Xi Jinping na Coreia do Sul nesta quinta-feira (30). O vice-ministro do Comércio chinês, Li Chenggang, disse que as negociações alcançaram um “consenso preliminar” sobre divergências comerciais, incluindo terras raras e soja. Durante a viagem à Ásia, Trump também participou de um cessar-fogo entre Camboja e Tailândia e recebeu oferta de ajuda de Lula em negociações na Venezuela.
O Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) deve reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na quarta-feira (29) encerrando a reunião de dois dias da diretoria. O corte, o segundo desde que Trump assumiu a presidência, pode ser seguido por novas reduções ainda este ano, diante da desaceleração do mercado de trabalho e inflação mais baixa. A taxa deve cair para a faixa de 3,75% a 4%, com os mercados apostando em novos cortes em dezembro e janeiro.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, anunciou que autoridades chinesas visitarão Bruxelas nas próximas semanas para tratar das restrições de exportação de terras raras. A China controla mais de 90% do fornecimento mundial desses materiais, gerando escassez e tensão no comércio global. Costa afirmou que a União Europeia também buscará finalizar acordos comerciais com Malásia, Tailândia e Filipinas em breve.
O governo brasileiro avalia reduzir a tarifa de 18% sobre o etanol dos EUA em troca da retirada da sobretaxa de 40% aplicada ao café e à carne brasileiros. O Brasil também sinalizou que açúcar e terras raras podem entrar na pauta, enquanto os EUA ainda não detalharam suas demandas.
O governo busca derrubar o limite de R$ 20 bilhões do programa Pé-de-Meia para evitar cortes nos repasses a estudantes em 2026, criando um fundo federal para custear o benefício e classificando-o como bolsa de estudos. A estratégia está no relatório do deputado Kiko Celeguim, que une medidas fiscais e criminais, incluindo punições para falsificação de bebidas. A manobra política permite ajustar despesas e blindar programas sociais, mantendo previsibilidade nos pagamentos em ano eleitoral.
O governo Lula elaborou o Plano Brasil 2050, que estabelece sustentabilidade fiscal e equilíbrio das contas públicas como pilares para o desenvolvimento até 2050. O documento, coordenado pelo Ministério do Planejamento, traça cenários futuros e destaca riscos como desequilíbrio fiscal, endividamento e descontinuidade de políticas públicas. O plano prevê monitoramento de metas e indicadores para orientar decisões de gestores públicos e privados ao longo das próximas décadas.
A defesa do tenente-coronel Mauro Cid decidiu não recorrer da condenação do STF (Supremo Tribunal Federal) a dois anos de reclusão por participação no núcleo central da trama golpista, alegando que a pena já foi cumprida com prisão e medidas cautelares. O ministro Alexandre de Moraes flexibilizou temporariamente as restrições para que Cid participe de um evento familiar. Os demais condenados, incluindo Jair Bolsonaro, teve até ontem para apresentar recursos visando redução das penas.
Alexandre de Moraes pautou para 7 de novembro o julgamento no STF sobre a denúncia contra seu ex-assessor Eduardo Tagliaferro, com prazo final para votos em 14 de novembro. A PGR (Procuradoria-Geral da República) acusa Tagliaferro de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. Tagliaferro está na Itália e teria divulgado informações sigilosas para favorecer interesses próprios e de terceiros, enquanto sua defesa questiona a clareza da denúncia.
(Com Agência Brasil, Reuters e Estadão Conteúdo)
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