
A distância não impediu que agricultores e agricultoras familiares do extremo sul do Piauí participassem da II Feira da Agricultura Familiar, que trouxe o tema “Agricultura Familiar é Futuro Sustentável”. Vindos de municípios a cerca de 800 quilômetros de Teresina, os produtores viram no evento uma grande oportunidade de mostrar seus produtos e valorizar o trabalho da agricultura familiar.
A feira, realizada entre os dias 23 e 25 de outubro, no Espaço Rosa dos Ventos da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina, ofereceu uma verdadeira vitrine da produção piauiense, com alimentos, bebidas, artesanato, produtos da economia solidária, apresentações culturais e espaço gastronômico.

O evento reuniu mais de 230 agricultores e agricultoras familiares de todos os territórios do estado. Entre os participantes esteve o Movimento Camponês Popular (MCP), com atuação em 14 estados brasileiros, incluindo o Piauí, onde reúne cerca de 300 famílias, especialmente no sul do estado. O movimento foi um dos que percorreram as maiores distâncias para participar, com representantes vindos de Curimatá, Júlio Borges, Gilbués e outros municípios do extremo sul piauiense.

Uma das representantes do MCP, Patrícia Siqueira, de Júlio Borges, destacou a importância da presença na feira. “O que nos motivou a vir para cá, mesmo com toda essa distância, é porque é uma feira muito importante para a agricultura familiar e também uma oportunidade de divulgarmos o nosso trabalho enquanto movimento social. Apresentamos nossos produtos, como mel, castanha de caju, castanha caramelizada, doce de casca de laranja cristalizada, bolinho, maniva (rama de mandioca), cajuína, caju desidratado, semente de arroz, maracujá do mato e muito mais. Tudo saudável e livre de agrotóxicos”, relatou.
Outra representante do movimento, Elizângela Gonçalves, de Gilbués, também a cerca de 800 km de Teresina, reforçou o propósito da participação. “Nós trabalhamos com a defesa das sementes crioulas, para que possamos ter uma alimentação saudável, livre de transgenia e de todo tipo de agrotóxico que contamina a nossa saúde. Feiras como essa são uma oportunidade de fortalecer a defesa da vida e da comida limpa”, afirmou.

A secretária da Agricultura Familiar, Rejane Tavares, destacou a importância da feira como espaço de aproximação entre produtores e consumidores. “A população teve uma grande oportunidade durante a feira de comprar produtos diretamente de quem produz. Não era produto de supermercado. Quem vendeu foi o produtor, a pessoa que cuidou desde a semente até o produto estar pronto para o consumo. Foi uma oportunidade de conversar com eles, entender o processo produtivo e ver como eles fazem para conseguir vender seus produtos. Foi uma feira que reforçou o nosso trabalho de cada vez mais fortalecer a agricultura familiar do nosso estado”, finalizou.

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