
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (21), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) fez um pronunciamento firme sobre a situação financeira do Estado e as novas operações de crédito que serão debatidas nas comissões. O parlamentar destacou que sempre analisou com responsabilidade as propostas de empréstimo que visam o desenvolvimento, mas expressou preocupação com o rebaixamento da classificação fiscal do Acre pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que passou da letra B para a letra C.
O deputado iniciou sua fala mencionando a presença de servidores e representantes de categorias nas galerias da Aleac, que exibiam uma faixa pedindo apoio dos parlamentares ao Projeto de Lei nº 84/2025, de autoria do deputado Adailton Cruz (PSB). “Temos ali um grupo acompanhando e pedindo o voto dos deputados para a aprovação do projeto do colega Adailton Cruz”, disse.
Em seguida, Edvaldo explicou detalhadamente o funcionamento das classificações fiscais da STN e suas consequências práticas. “De A a D, essas letras refletem a saúde financeira dos estados. Quando o Acre estava com nota B, tinha condições de crédito e o Tesouro Nacional servia de avalista, dizendo aos bancos: se o Estado não pagar, a União paga. Agora, com a nota C, o Tesouro está dizendo que há risco de inadimplência e, portanto, não avaliza mais as operações. Essa é uma diferença enorme”, esclareceu.
O parlamentar lembrou que, desde a legislatura passada, sempre apoiou operações de crédito voltadas a investimentos estruturantes. “Fiz um levantamento e contabilizei sete autorizações de empréstimos: R$ 268 milhões, R$ 392 milhões, R$ 510 milhões, R$ 214 milhões, R$ 45 milhões, R$ 50 milhões e R$ 70 milhões. Somando tudo, mais de R$ 1,5 bilhão em financiamentos junto à Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Banco Mundial. Sempre votei a favor quando havia planejamento e responsabilidade”, enfatizou.
Edvaldo criticou o atual cenário financeiro do Estado, ressaltando que o rebaixamento ocorre em um momento de crescimento da economia nacional. “Enquanto o Brasil vive índices históricos de crescimento, com queda no desemprego, aumento da renda e recordes sucessivos de arrecadação, o Acre vai na contramão. Nossa arrecadação de ICMS caiu em relação ao ano passado, e o Estado está inadimplente com centenas de fornecedores. Isso é reflexo de uma gestão que não fez o dever de casa”, pontuou.
Por fim, o deputado anunciou que o tema será amplamente debatido nas comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento e Finanças, antes de ir ao plenário. “Sou a favor de operações de crédito que tragam investimento real e desenvolvimento, mas com responsabilidade. O rebaixamento da nota é um sinal grave. Precisamos discutir isso com seriedade, para que o Acre não continue se endividando sem resolver seus problemas fiscais”, concluiu.
Texto: Andressa Oliveira
Foto: Sérgio Vale
Política PT lança candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo
Política Um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares
Política Só um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares Mín. 17° Máx. 26°