
O Piauí participa do segundo dia do 4º Encontro Regional do ICLEI no Nordeste, em Teresina, reafirmando seu papel de liderança na agenda climática e na transição energética do país. O evento, que reúne governos, pesquisadores e instituições parceiras, faz parte da preparação para a COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). Entre os destaques, o estado apresenta o Plano Estadual de Ação Climática do Piauí (PLAC-PI) — o primeiro do Nordeste —, um projeto pioneiro que já está pronto para ser levado à conferência da ONU.
O governador Rafael Fonteles destacou que o Piauí será um dos protagonistas brasileiros na COP30, levando uma contribuição inédita ao debate global: o reconhecimento da Caatinga como bioma essencial para a contenção do aquecimento global. “O Piauí vai apresentar o seu plano de ação climática e, junto com o Consórcio Nordeste, estaremos defendendo a pauta da Caatinga, que tem um potencial de retenção de carbono de cinco a dez vezes superior ao da Amazônia. Essa será uma contribuição importante do Nordeste para o debate global sobre o clima”, afirmou.

A entrega oficial do PLAC-PI marcou a abertura do evento. O documento foi elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) em parceria com o ICLEI, após um amplo processo participativo que envolveu comunidades, secretarias, pesquisadores e o Fórum de Mudanças Climáticas. O plano traça metas até 2050 e integra mitigação, adaptação, inovação e justiça social, posicionando o Piauí como referência nacional em planejamento climático de longo prazo.
Para o secretário-executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, o plano é uma resposta concreta à Agenda de Paris. “O Piauí se torna o primeiro estado do Nordeste a entregar um plano climático completo, técnico e participativo. É uma resposta à agenda global do clima, com diretrizes que vão orientar ações de curto, médio e longo prazo”.

O secretário de Meio Ambiente, Feliphe Araújo, destacou que o Piauí avança também na pauta do crédito jurisdicional de carbono, em parceria com os estados do Pará e Tocantins, e que esse instrumento deve canalizar recursos para fortalecer comunidades tradicionais e povos originários. Ele lembrou ainda que a transição energética é uma das prioridades do governo e pode representar uma nova fase de industrialização para o Nordeste. “O ICLEI é uma oportunidade de discutir justiça climática. Temos sol e vento em abundância e com essas fontes o Nordeste pode liderar o desenvolvimento sustentável do país”, afirmou.

O Plano de Ação Climática do Piauí é estruturado em quatro eixos interligados — resiliência e adaptação, descarbonização justa, economia verde e governança climática — e propõe ações concretas como o monitoramento hidrometeorológico, expansão das energias renováveis, fortalecimento da segurança hídrica, combate ao desmatamento e valorização das comunidades tradicionais.
A estratégia coloca o Piauí na linha de frente das políticas ambientais e consolida o estado como laboratório da transição climática brasileira. Com o PLAC-PI pronto para a COP30, o governo mostra que o semiárido pode ser um território de inovação e esperança, onde ciência, participação social e compromisso político se unem para construir um futuro mais justo e sustentável.

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