
O governo do Estado lançou, no domingo (19/10), uma nova trilha de longo curso do Rio Grande do Sul, chamada “Caminhos do Vale do Taquari”. O lançamento ocorreu na abertura oficial do 8º Seminário Estadual de Turismo de Natureza e do 3º Simpósio Gaúcho de Trilhas de Longo Percurso, na Universidade do Vale do Taquari (Univates), em Lajeado.
O evento contou com a presença dos titulares das secretarias do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann, e de Turismo (Setur), Ronaldo Santini, que falaram sobre a importância do fomento do turismo sustentável para o desenvolvimento regional e da preservação da biodiversidade.
Caminhos do Vale do Taquari
A nova trilha é um trajeto autoguiado e sinalizado para caminhadas com cerca de 250 quilômetros, conectando as grutas de Nossa Senhora de Lourdes e monumentos religiosos dos municípios de Progresso, Canudos do Vale, Forquetinha, Lajeado, Marques de Souza, Pouso Novo, Travesseiro, Coqueiro Baixo, Relvado, Putinga, Ilópolis, Arvorezinha, Anta Gorda, Doutor Ricardo, Capotão e Encantado.
A escolha da região para a implementação da trilha, nos padrões da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, levou em consideração a quantidade de grutas, monumentos e templos religiosos, além da natureza, gastronomia e cultura. A trilha envolverá 53 pequenas comunidades no trajeto, 15 grutas, 32 igrejas e 35 capitéis.
Os Caminhos do Vale do Taquari têm previsão de inauguração para maio de 2026, com a realização da primeira trilha guiada. As próximas etapas incluem diálogos com as comunidades locais, mapeamento dos caminhos, sinalização e adequação do terreno.
De acordo com a diretora de Biodiversidade da Sema, Cátia Gonçalves, as trilhas são ferramentas estratégicas para alcançar metas globais e nacionais de conservação da biodiversidade. Dentre elas, o Marco Global de Kunming-Montreal, que visa frear e reverter a perda da biodiversidade até 2030, e a Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade. Entre essas metas, estão a ampliação das áreas protegidas e conectadas, a valorização do uso sustentável dos recursos naturais e o engajamento social na conservação.
“Cada trilha implantada representa uma ação concreta de conservação da biodiversidade, de educação ambiental e de valorização do território. As trilhas têm um papel fundamental para além do turismo. Por meio delas, conseguimos promover a restauração de ecossistemas, recuperar áreas degradadas e fortalecer a conectividade entre fragmentos de vegetação”, explica Cátia.
Trilhas de longo curso
As trilhas de longo curso vêm ganhando protagonismo no Rio Grande do Sul e se consolidando como turismo sustentável após a publicação de um decreto estadual no ano passado. O documento tem a finalidade de propor, acompanhar, desenvolver e incentivar a criação de trilhas de longo curso no Estado bem como de fortalecer aquelas existentes.
O RS integra a Rede Brasileira de Trilha de Longo Curso, possui sete trilhas já implementadas e nove em processo de estruturação e sinalização.
Texto: Alisson Santos/Ascom Sema
Edição: Felipe Borges/Secom
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