
Poluição do ar e fumo passivo podem ser alguns dos responsáveis pela doença em não fumantes
O tabagismo é o principal fator de risco para câncer no pulmão, responsável por cerca de 85% dos casos. A mortalidade causada pela doença é alta, ocupando o primeiro lugar entre os homens e o segundo entre as mulheres, de acordo com a OMS.
No entanto, a proporção de não fumantes que desenvolvem a doença tem aumentado e a poluição do ar pode ser um dos responsáveis por esse fenômeno.
A informação foi levantada pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer, e publicada no periódico científico The Lancet Respiratory Medicine. A pesquisa não revela a porcentagem exata de pessoas diagnosticadas com câncer de pulmão que nunca fumaram, mas aponta que esse grupo está crescendo.
O câncer de pulmão em não fumantes pode estar associado a diversos fatores ambientais, ocupacionais e genéticos. ‘A poluição do ar tem sido apontada como um dos principais fatores de risco, especialmente a exposição a partículas finas, que podem induzir mutações celulares e processos inflamatórios crônicos nos pulmões.
‘Além disso, outros fatores também contribuem para o desenvolvimento da doença, como exposição ao fumo passivo, substâncias químicas no ambiente de trabalho (como amianto e radônio), infecções pulmonares crônicas, predisposição genética e histórico familiar da doença. No Brasil, a exposição ao radônio, um gás radioativo presente no solo e em construções, também tem sido estudada como um fator relevante’, explica Michele Andreata, médica pneumologista da Saúde no Lar.
O fumo passivo é um fator de risco bem estabelecido para o câncer de pulmão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a exposição prolongada à fumaça do cigarro aumenta em até 30% o risco de câncer de pulmão em não fumantes.
Segundo a pneumologista, a fumaça do cigarro contém mais de 7 mil substâncias químicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas.
‘Em ambientes fechados, a concentração de toxinas inaladas pelos não fumantes pode ser significativa, tornando o risco ainda maior. Crianças e idosos são especialmente vulneráveis aos efeitos do fumo passivo, que também pode causar doenças cardiovasculares e respiratórias’, afirma.
A médica ressalta que no Brasil, políticas de ambientes livres de tabaco, como a proibição do fumo em locais fechados, são medidas importantes para reduzir essa exposição e seus impactos na saúde.
Embora a poluição do ar seja um problema global, é possível adotar medidas para mitigar seus efeitos tanto em nível individual quanto coletivo. Para reduzir a exposição pessoal, a médica recomenda:
Michele afirma que o monitoramento da qualidade do ar também é essencial, permitindo que a população evite atividades ao ar livre em momentos de maior concentração de poluentes.
‘O aumento de áreas verdes nas cidades também contribui para a melhoria da qualidade do ar, reduzindo a concentração de partículas prejudiciais à saúde. No Brasil, regiões metropolitanas enfrentam desafios significativos em relação à poluição atmosférica, tornando urgente a adoção de medidas que protejam a saúde da população e reduzam os impactos ambientais a longo prazo’.
O aumento da incidência de câncer de pulmão em não fumantes é um alerta para a necessidade de ampliar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e controle da poluição.
‘A população deve estar atenta a sintomas respiratórios persistentes, como tosse crônica, falta de ar e dor torácica, buscando avaliação médica quando necessário. Além disso, a conscientização sobre fatores de risco ambientais e a exigência de políticas públicas mais rigorosas são fundamentais para reduzir a incidência da doença’, ressalta a pneumologista.
O rastreamento com tomografia de baixa dose é recomendado para grupos de alto risco, como fumantes e ex-fumantes, ‘mas há necessidade de mais pesquisas para definir estratégias de detecção precoce em não fumantes expostos à poluição e outros fatores de risco’, explica.
‘A prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para reduzir a mortalidade associada ao câncer de pulmão no Brasil’, concluiu.
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