
Neste sábado, 18, Dia Nacional de Combate à sífilis a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Programa IST/Aids e Hepatites Virais, reforça a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento no combate à sífilis e à sífilis congênita. A medida faz parte da campanha ‘Outubro Verde’, que tem por objetivo promover a conscientização sobre esta infecção sexualmente transmissível (IST).
Causada pela bactéria Treponema pallidum, a sífilis é curável e exclusiva do ser humano. Pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha, por isso o uso de preservativos masculinos ou femininos é fundamental na prevenção da infecção. Ela se manifesta de várias formas e em diferentes estágios: sífilis primária, secundária, latente e terciária.
Nos primeiros estágios, o risco de transmissão é maior. Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada fase da doença, podendo causar ferida indolor (cancro duro) no local de entrada da bactéria, manchas pelo corpo (incluindo mãos e pés), febre, ínguas e até levar a complicações graves no coração, cérebro, ossos e outros órgãos.
A sífilis congênita acontece quando a infecção não tratada é transmitida da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto. Diante disso, é importante que as gestantes realizem o teste para detecção de sífilis durante o acompanhamento pré-natal e, se o resultado for positivo (reagente), a grávida e seu parceiro sexual devem passar por tratamento adequado para evitar a transmissão.
Segundo o responsável técnico do Programa IST/Aids e Hepatites Virais, Almir Santana, a sífilis congênita pode causar sequelas graves na criança e até um aborto espontâneo. “É importante fazer um bom pré-natal. A mãe deve fazer exames e, se estiver com sífilis, tratar. O parceiro também precisa fazer o teste, mas ainda temos o desafio de incluir o homem no pré-natal porque muitos rejeitam. Além disso, caso a criança nasça com a infecção, deve ser tratada com antibióticos. Quando o diagnóstico é precoce, ela pode se recuperar”, explicou.
Nos últimos cinco anos, em Sergipe, foram registrados 9.181 casos de sífilis adquirida em adultos, 5.299 em gestantes e 1.866 ocorrências de sífilis congênita em crianças.
A sífilis congênita ainda é um problema de saúde pública, mas está em queda no estado. Em 2021, foram registrados 507 casos da doença. No ano seguinte, em 2022, esse número caiu para 431. Em 2023, a taxa foi de 363 casos e, em 2024, 309. Até o momento, em 2025, foram identificados 256 casos.
Teste rápido
A principal forma de diagnóstico da sífilis é o teste rápido (TR), que está disponível nos serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). O exame é prático e ágil, com leitura de resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial.
O TR também detecta outras infecções como HIV e hepatites B e C. Em casos de resultado positivo, uma amostra de sangue é coletada e encaminhada para realização de teste laboratorial e confirmação do diagnóstico.
Com o objetivo de ampliar a taxa de detecção da sífilis e de outras ISTs no estado, a SES, por meio do Programa IST/Aids e Hepatites Virais, desenvolveu a unidade móvel Fique Sabendo, responsável por realizar testes rápidos em diversas regiões sergipanas. A iniciativa permite que mais pessoas tenham acesso à testagem rápida. Além disso, também distribui preservativos femininos e masculinos como forma de incentivo à prevenção.
Somente em 2025, nas edições do ‘Sergipe é aqui’, ação itinerante do Governo do Estado que percorre o interior sergipano, a unidade móvel já realizou 1.477 testes rápidos para detecção de sífilis, dos quais 94 deram positivo e, em ações extras na capital, Aracaju, quase 900 pessoas foram testadas, onde foram detectados 95 casos reagentes.
“Para aprimorar o trabalho de diagnóstico e tratamento da sífilis, reforçando o combate à infecção, a SES também promove, durante todo o ano, capacitações com profissionais de saúde, coordenadores de Vigilância Epidemiológica e da Atenção Primária nos municípios”, reforçou Almir Santana.
Combate à sífilis
O Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, instituído pela lei federal n° 13.430/2017, é comemorado no terceiro sábado do mês de outubro de cada ano. A data determina a participação de profissionais e gestores nas atividades de combate à infecção, com o objetivo de enfatizar a importância do diagnóstico e do tratamento adequado da sífilis na gestante durante o pré-natal e em ambos os sexos como IST.



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