
Mais de 160 delegações estão confirmadas no evento, e a expectativa é de que a Conferência defina ações concretas de combate às mudanças do clima e concretize o fundo de financiamento de mais de US$ 1 trilhão.
O Brasil, sede da COP30, marcada para ocorrer em Belém, no Pará, entre 10 e 21 de novembro, busca garantir que o evento resulte em ações efetivas e concretas para deter o aquecimento global. O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da Conferência, expressou preocupação com a possibilidade de inclusão de temas que não estão na agenda principal do evento. Segundo ele, esses temas podem complicar as negociações e, consequentemente, dificultar o avanço de mecanismos focados no meio ambiente e no financiamento climático.
O objetivo central, manifestado em discussões pré-COP realizadas em Brasília, é assegurar que a conferência seja um sucesso e chegue a um acordo que traga resultados efetivos, especialmente no que tange às ações de financiamento climático.
A mobilização do governo brasileiro está focada em pontos cruciais para o debate climático global. A Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou a necessidade urgente de os países apresentarem suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) – metas de redução de gases do efeito estufa. Até o momento, apenas 62 nações apresentaram suas NDCs.
Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou cinco prioridades e três iniciativas para aumentar a arrecadação e repasse de verbas a países em desenvolvimento. Entre as propostas brasileiras está o “Fundo Florestas Tropicais Para Sempre”.
Com mais de 160 delegações de países confirmadas, a expectativa é de que a COP 30 defina ações concretas de combate às mudanças climáticas e, sobretudo, concretize o fundo de financiamento de mais de US$ 1 trilhão, esperado para auxiliar os países em desenvolvimento.
A sociedade civil, representada por entidades como a Climate Action Network International (CAN), também participou das discussões prévias em Brasília. A entidade apresentou uma proposta chamada Bank (Mecanismo de Ação de Belém), cobrando que a COP30 vá além dos debates, implementando ações concretas para levar justiça à população afetada pelas mudanças climáticas em todo o mundo.
*Com informações de Rany Veloso
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