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Sucesso de Milei seria vitória contra populismo de esquerda do Brasil, diz WSJ

Sucesso de Milei seria vitória contra populismo de esquerda do Brasil, diz WSJ

13/10/2025 às 21h25
Por: Redação Fonte: infomoney
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Sucesso de Milei seria vitória contra populismo de esquerda do Brasil, diz WSJ

Sucesso de Milei seria vitória contra populismo de esquerda do Brasil, diz WSJ.

 

Editorial do Wall Street Journal afirma que o sucesso das reformas de Javier Milei pode influenciar toda a América Latina, mas alerta que o resgate dos EUA fracassará sem dolarização da economia argentina.

O Wall Street Journal afirmou neste domingo (12) que o futuro econômico da Argentina sob Javier Milei pode ter impacto sobre toda a América Latina. Em editorial, o jornal elogia as reformas pró-mercado do presidente, mas adverte que o recente socorro de US$ 20 bilhões dos Estados Unidos à moeda argentina será inútil sem a adoção do dólar como referência monetária.

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Na semana passada, o Tesouro americano interveio para conter a desvalorização do peso argentino, comprando moeda local e criando um “marco de swap cambial” de US$ 20 bilhões com o Banco Central da Argentina. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou na rede X que o país enfrenta “um momento de iliquidez aguda” e prometeu “medidas excepcionais” para estabilizar os mercados.

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O WSJ reconhece que a operação trouxe alívio temporário ao câmbio, mas considera que a crise argentina é de confiança e não de liquidez. Segundo o texto, as reformas de Milei, como o ajuste fiscal e o fim do “ataque peronista aos negócios”, melhoraram o ambiente econômico, mas a inflação acima de 30% e o risco de retrocesso político mantêm o país vulnerável.

O jornal enfatiza que o êxito de Milei teria alcance regional:

“Se Milei conseguir transformar suas reformas pró-mercado em sucesso econômico e político, a lição se espalhará para o restante da América Latina e além. Seria uma vitória contra a maré de populismo de esquerda que tem causado problemas do Brasil à Colômbia, Venezuela e América Central.”

O editorial acrescenta que, para essa transformação ocorrer, é preciso restaurar a confiança na moeda, algo que, na visão do conselho editorial, só virá com a dolarização. O texto cita o exemplo do Equador, que adotou o dólar em 2000 e “derrotou a inflação”.

O WSJ questiona por que Milei, que durante a campanha prometeu extinguir o Banco Central, agora resiste à medida, e atribui a oposição ao ministro da Economia, Luis Caputo, a fundos que lucram com operações em peso e ao próprio FMI.

O jornal conclui que, se o Tesouro americano não pressionar Buenos Aires a dolarizar a economia após as eleições legislativas de outubro, o resgate de US$ 20 bilhões acabará desperdiçando “bons dólares atrás de maus pesos”.

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