Lágrimas e celebração marcam troca de reféns entre Israel e Hamas
Lágrimas e celebração marcam troca de reféns entre Israel e Hamas
13/10/2025 às 09h23
Por: RedaçãoFonte: infomoney
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Lágrimas e celebração marcam troca de reféns entre Israel e Hamas.
Acordo mediado pelos EUA levou à libertação de 20 reféns israelenses e o início da soltura de quase 2 mil prisioneiros palestinos; Trump celebrou “o fim de uma era de terror e morte”.
A troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos trouxe nesta segunda-feira (13) cenas de emoção e reencontros em Israel e nos territórios palestinos, no que líderes descreveram como o maior gesto de reconciliação desde o início da guerra há dois anos.
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No lado israelense, familiares aguardavam ansiosos nos hospitais a chegada dos 20 reféns libertados pelo Hamas após mais de 700 dias de cativeiro na Faixa de Gaza. Assim que os helicópteros pousaram, parentes correram em lágrimas para abraçar sobreviventes — muitos debilitados, alguns incapazes de falar. “Esperamos por esse momento todos os dias”, disse uma parente, em depoimento reproduzido pela imprensa local.
Entre os libertados estão jovens sequestrados no festival Nova, soldados capturados em combate e moradores de kibutzim atacados em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu o sul de Israel, matou cerca de 1,2 mil pessoas e levou mais de 250 em cativeiro.
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O refém libertado Guy Gilboa-Dalal, que foi sequestrado durante o ataque mortal de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas e levado para Gaza, observa da janela de um helicóptero, ao chegar ao Centro Médico Rabin-Hospital Beilinson, em meio a uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas em Gaza, em Petah Tikva, Israel, 13 de outubro de 2025. REUTERS/Stoyan NenovPessoas observam um helicóptero, no dia da troca de reféns e prisioneiros, durante um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, no Centro Médico Rabin-Hospital Beilinson, em Petah Tikva, Israel, 13 de outubro de 2025. REUTERS/Itay CohenPessoas reagem na “Praça dos Reféns” enquanto o Hamas liberta reféns que estavam presos em Gaza desde o ataque mortal de 7 de outubro de 2023, como parte de uma troca de reféns por prisioneiros e um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em Tel Aviv, Israel, 13 de outubro de 2025. REUTERS/Shir ToremPessoas reagem na “Praça dos Reféns” enquanto o Hamas liberta reféns que estavam presos em Gaza desde o ataque mortal de 7 de outubro de 2023, como parte de uma troca de reféns por prisioneiros e um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em Tel Aviv, Israel, 13 de outubro de 2025. REUTERS/Shir ToremO refém israelense libertado, Alon Ohel, se reencontra com sua família, após ter sido mantido em Gaza desde o ataque mortal de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas, como parte de uma troca de prisioneiros por reféns e um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em Reim, Israel, em 13 de outubro de 2025. Forças de Defesa de Israel/Divulgação via REUTERSO refém israelense libertado, Matan Zangauker, se reencontra com sua mãe, Einav Zangauker, após ter sido mantido em Gaza desde o ataque mortal de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas, como parte de uma troca de prisioneiros por reféns e um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em Reim, Israel, em 13 de outubro de 2025. Forças de Defesa de Israel/Divulgação via REUTERSO refém libertado Eitan Abraham Mor, que foi sequestrado durante o ataque mortal de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas e levado para Gaza, reage ao chegar ao Centro Médico Rabin-Hospital Beilinson, em meio a uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas em Gaza, em Petah Tikva, Israel, 13 de outubro de 2025. REUTERS/Stoyan NenovO refém israelense libertado, Eitan Abraham Mor, mantido em Gaza desde o ataque mortal de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas, como parte de uma troca de prisioneiros por reféns e um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, se reencontra com sua família em Reim, em Israel, em 13 de outubro de 2025. Forças de Defesa de Israel/Divulgação via REUTERSO refém israelense libertado, Omri Miran, mantido em Gaza desde o ataque mortal de 7 de outubro de 2023 pelo Hamas, se reencontra com sua esposa, Lishay Miran-Lav, como parte de uma troca de prisioneiros por reféns e um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em Reim, Israel, em 13 de outubro de 2025. Forças de Defesa de Israel/Divulgação via REUTERS
Enquanto isso, em Ramallah e outras cidades da Cisjordânia, multidões comemoravam a libertação de centenas de prisioneiros palestinos. Homens e mulheres desceram de ônibus sob aplausos, abraços e lágrimas. Muitos haviam passado anos ou décadas em prisões israelenses. Entre os libertados estão 250 condenados a prisão perpétua e cerca de 1,7 mil detidos sem acusação formal desde 2023.
Médicos e forças de segurança palestinas acompanharam as cerimônias, enquanto famílias exibiam fotos dos que ainda permanecem presos. Em ambas as regiões, as imagens de reencontros — mães e filhos em prantos, soldados exaustos, famílias inteiras ajoelhadas no chão — dominaram transmissões e redes sociais.
Um prisioneiro palestino libertado é recebido após ser libertado de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Mohammed TorokmanPessoas se reúnem para cumprimentar prisioneiros palestinos libertados ao chegarem após serem libertados de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Mohammed TorokmanPessoas se reúnem para cumprimentar prisioneiros palestinos libertados ao chegarem após serem libertados de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Mohammed TorokmanUm prisioneiro palestino libertado é recebido após ser libertado de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Mohammed TorokmanUm prisioneiro palestino libertado é recebido após ser libertado de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Mohammed TorokmanMembros da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino (PRCS) transportam um prisioneiro palestino libertado para um hospital enquanto ele reage após ser libertado de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Mussa QawasmaUm prisioneiro palestino libertado é recebido após ser libertado de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Mohammed TorokmanUm prisioneiro palestino libertado é recebido após ser libertado de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Mohammed TorokmanUm prisioneiro palestino libertado é recebido após ser libertado de uma prisão israelense como parte de uma troca de reféns e prisioneiros e um acordo de cessar-fogo em Gaza entre o Hamas e Israel, em Ramallah, na Cisjordânia ocupada por Israel, em 13 de outubro de 2025. REUTERS/Ammar Awad
Durante o dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou no Parlamento de Israel (Knesset), em Jerusalém, chamando o momento de “um amanhecer histórico para um novo Oriente Médio”
“Não é apenas o fim de uma guerra, é o fim de uma era de terror e morte. O início de uma era de fé e esperança”, afirmou Trump, ao agradecer o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e as nações árabes que participaram das negociações.
Segundo ele, a libertação dos reféns e a trégua representam “um triunfo incrível” e marcam “a era de ouro de Israel e de toda a região”. O presidente americano afirmou ainda que “as forças do caos e do terror estão agora enfraquecidas, isoladas e totalmente derrotadas” e que o “longo e doloroso pesadelo” acabou tanto para israelenses quanto para palestinos.
Apesar do alívio e da emoção, o futuro de Gaza permanece incerto. Israel insiste no desarmamento do Hamas e na retirada completa das forças do grupo do território, enquanto líderes palestinos defendem a criação de uma nova autoridade civil para administrar o enclave.
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