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Lula exonera ministros para evitar derrota em MP alternativa do IOF na Câmara

Lula exonera ministros para evitar derrota em MP alternativa do IOF na Câmara

08/10/2025 às 18h19
Por: Redação Fonte: infomoney
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Lula exonera ministros para evitar derrota em MP alternativa do IOF na Câmara

Lula exonera ministros para evitar derrota em MP alternativa do IOF na Câmara.

 

Governo teme perder validade de medida que substitui alta do IOF e pode reduzir receitas em R$ 17 bi em 2026.

O governo federal exonerou, nesta quarta-feira (8), os ministros Celso Sabino (Turismo), André Fufuca (Esportes) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) para que, como deputados federais licenciados, possam retomar temporariamente seus mandatos e votar a favor da Medida Provisória 1.303, que precisa ser aprovada pelo Congresso até o fim do dia para não perder a validade.

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As exonerações foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). Segundo auxiliares do Planalto, a medida busca garantir votos de parlamentares alinhados ao governo em uma votação considerada decisiva para o equilíbrio fiscal de 2026.

A MP, editada em junho, substitui o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e cria novas fontes de receita, com expectativa de arrecadar cerca de R$ 17 bilhões no próximo ano.

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Caso o texto não seja aprovado nesta quarta-feira, o governo enfrentará uma queda imediata de receita, o que pode levar ao bloqueio de até R$ 10 bilhões em emendas parlamentares, segundo o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

Voto a voto no Congresso

A decisão de exonerar ministros foi motivada pela falta de controle sobre os votos dos suplentes. Na votação da urgência do projeto de anistia, os substitutos dos três ministros contrariaram o governo.

O suplente de Fufuca, Allan Garces (PP-MA), votou a favor da urgência — posição oposta à orientação do Planalto. O mesmo ocorreu com Pastor Cláudio Mariano (União Brasil-PA), suplente de Celso Sabino, e Ossesio Silva (Republicanos-PE), suplente de Silvio Costa Filho.

Após a votação, os ministros devem ser reconduzidos aos cargos. Mesmo assim, dentro do governo há a avaliação de que a aprovação da MP será apertada, com clima de “voto a voto” nas duas Casas.

Reunião de emergência no Planalto

No início da tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião de emergência com ministros e líderes da base aliada para discutir a estratégia de votação. O clima é de preocupação no Planalto, onde assessores reconhecem a possibilidade real de derrota.

Durante o evento de sanção da tarifa social de energia elétrica, Lula mandou um recado ao Congresso e tentou afastar o tema das disputas eleitorais.

“Quando algumas pessoas pensam pequeno e dizem que vão votar contra porque vai favorecer o Lula, não é o Lula que vai ganhar. Estão votando contra o povo brasileiro”, disse o presidente.

Articulação política

Nos bastidores, conforme relatado pelo jornal O Globo, aliados do presidente apontam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) como os principais articuladores da resistência à MP.

Ambos têm trabalhado para convencer parlamentares do Centrão a votar contra a proposta, numa movimentação que interlocutores do Planalto classificam como “antecipação da disputa eleitoral de 2026”.

No Ministério da Fazenda, o diagnóstico é semelhante: a votação será decidida no detalhe, e cada voto governista fará diferença

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