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Exército de Mianmar bombardeia multidão em festa religiosa

Exército de Mianmar bombardeia multidão em festa religiosa

07/10/2025 às 22h08
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
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Exército de Mianmar bombardeia multidão em festa religiosa

Exército de Mianmar bombardeia multidão em festa religiosa.

 

Bombardeio atinge civis reunidos para celebração budista e manifestação contra o regime em Chaung-U.

Na noite de segunda-feira, 6, o exército de Mianmar bombardeou uma reunião civil no município de Chaung-U, localizado na região central do país.

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O ataque, realizado com um parapente motorizado, atingiu uma multidão que celebrava a Festa das Luzes, marco do fim da quaresma budista, e se manifestava contra a junta governamental no poder. Testemunhas e organizadores indicam que o incidente resultou em mais de 40 mortes e 80 feridos, conforme dados divulgados nesta terça-feira, 7.

Milhares de indivíduos tinham se agrupado na segunda-feira à noite no município de Chaung-U, no centro do país. O evento marcava uma tradicional data religiosa. O grupo também protestava contra a administração militar no país.

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Os bombardeios aconteceram por volta das 19h no horário local. Segundo uma integrante do comitê de organização, um parapente motorizado para atingir sobrevoou o local e “lançou duas bombas”.

A organizadora, que conversou com a AFP sob condição de anonimato, afirmou que os alarmes foram acionados. Estima-se que cerca de um terço dos reunidos conseguiu escapar da área antes do impacto total.

“Ainda recolhemos pedaços de corpos do chão”

O total de vítimas fatais reportado difere entre as fontes consultadas. Enquanto testemunhas oculares e organizadores relatam que mais de 40 pessoas morreram e 80 ficaram feridas, a ONG Anistia Internacional reportou um balanço de 17 a 20 mortes, com base em relatos de terceiros. Um veículo de comunicação da região também confirmou o balanço de 40 pessoas mortas.

Uma mulher que participou dos rituais fúnebres mas não estava no local disse à AFP: “As pessoas seguravam velas e, um minuto depois, estavam no chão, despedaçadas. Havia crianças completamente destroçadas”. Na manhã de hoje, “ainda recolhemos pedaços de corpos do chão”.

Um porta-voz da junta militar foi procurado para comentar o acontecimento, mas ele se recusou a se manifestar sobre o bombardeio.

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