
Não houve registro de feridos, e as vítimas foram atendidas ainda no local. O prejuízo estimado supera os R$ 2 milhões.
Ao menos quatro criminosos fizeram um arrastão na manhã desta terça-feira, 7, em um prédio comercial na Avenida Marquês de São Vicente, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. O principal alvo teria sido uma construtora, localizada no 21.º andar do edifício.
Conforme informações preliminares, 17 pessoas foram feitas reféns durante o roubo, que durou cerca de 2h30. Não houve registro de feridos, e as vítimas foram atendidas ainda no local. O prejuízo estimado supera os R$ 2 milhões.
A Polícia Militar mobilizou ao menos 10 viaturas e fez uma varredura do prédio, que possui 24 andares. Salas em outros andares foram revistadas, mas nenhum suspeito foi localizado. O caso é investigado pelo 23.º Distrito Policial (Perdizes).
Imagens de câmeras de segurança apontam que o grupo de criminosos chegou ao prédio em um Renault Sandero às 7h14. Eles, então, deixaram o veículo em um estacionamento aberto a visitantes, no 2.º andar, e subiram pelos andares de escada.
Todos os bandidos estavam de roupa preta e boné, segundo o tenente-coronel Helder Antônio de Paula, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Ainda não está claro se eles ficaram de máscara em todos os momentos.
Os criminosos invadiram o 21.º andar do prédio, segundo a Polícia Militar, mas informações preliminares também indicam que outro andar pode ter sido acessado por eles. Os reféns teriam relatado à Polícia Civil que o grupo se autodenominava La Casa de Papel, em referência à série da Netflix.
O grupo abandonou o prédio às 9h44, segundo registros de câmeras de monitoramento. A PM foi acionada minutos depois, mas já não encontrou nada no prédio, mesmo com a varredura. As equipes deixaram o local pouco antes das 13h.
O prédio comercial que foi alvo dos bandidos fica localizado em frente ao Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, na altura do número 230 da Avenida Marquês de São Vicente.
É a mesma via onde um avião de pequeno porte caiu no começo deste ano. “Tudo acontece aqui”, ironizou um homem que trabalha no prédio.
O caso assustou quem trabalha na região. O assistente administrativo Paulo Cesar do Nascimento, de 24 anos, conta que só começou a notar algo diferente por volta das 9h30.
“Quando ia pegar o elevador com alguns colegas, demos de cara com policiais do Batalhão de Choque. Eles, então, nos revistaram e nos mandaram descer logo em seguida”, diz ele, que trabalha em uma imobiliária no 17º andar.
No meio da manhã, chegaram a circular informações de que os bandidos estavam vestidos de policiais, mas a informação foi desmentida. Depois do susto, parte dos trabalhadores ouvidos pela reportagem no local disse que estava antecipando o retorno para casa.
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