O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, juntou-se à condenação internacional da ação de Israel, chamando-a de “grave ofensa” contra “a solidariedade global e o sentimento que visa a aliviar o sofrimento em Gaza”.
Ramaphosa disse que a interceptação em águas internacionais reforçou a contínua violação das leis internacionais por parte de Israel e pediu que Israel libertasse imediatamente os sul-africanos que estão na flotilha, incluindo o neto do ex-presidente Nelson Mandela, Nkosi Zwelivelile Mandela.
Espera-se que os ativistas sejam transferidos para a autoridade de imigração ao chegarem a Ashdod, de onde serão transferidos para a prisão de Ketziot, no sul de Israel, antes de serem deportados, disse Suhad Bishara, diretor da Adalah, uma organização de direitos humanos e centro jurídico em Israel.
“Nossa principal preocupação nesta fase é, obviamente, o bem-estar e a condição de saúde deles, bem como garantir que todos recebam aconselhamento jurídico antes das audiências, durante as audiências no Tribunal de Imigração e enquanto estiverem na prisão israelense”, disse Bishara à Reuters na quinta-feira.
A flotilha, que zarpou no final de agosto, está transportando medicamentos e alimentos para Gaza e é composta por mais de 40 embarcações civis com cerca de 500 parlamentares, advogados e ativistas.
É o símbolo de maior destaque da oposição ao bloqueio de Israel a Gaza.
O progresso da flotilha pelo Mar Mediterrâneo atraiu a atenção internacional, pois países como Turquia, Espanha e Itália enviaram barcos ou drones para o caso de seus cidadãos precisarem de assistência, mesmo com os repetidos avisos de Israel para que voltassem atrás.
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia chamou o “ataque” de Israel à flotilha de “um ato de terror” que colocou em risco a vida de civis inocentes.
O gabinete do procurador-chefe de Istambul disse que havia iniciado uma investigação sobre a detenção de 24 cidadãos turcos nas embarcações, sob acusações que incluíam privação de liberdade, apreensão de veículos de transporte e danos à propriedade, informou a agência de notícias estatal turca Anadolu.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou a expulsão de toda a delegação diplomática de Israel na quarta-feira, após a detenção de dois colombianos na flotilha, e encerrou o acordo de livre comércio da Colômbia com Israel.
O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, condenou as ações de Israel e disse que as forças israelenses haviam detido 23 malaios.