
Dino encaminhou no mês passado uma notícia-crime com mais de 50 publicações feitas em redes sociais com ameaças.
A Polícia Federal (PF) consultou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a possível relação entre as ameaças virtuais sofridas pelo ministro Flávio Dino e o inquérito que investiga a atuação de “milícias digitais” voltadas a coagir integrantes da Corte.
Em ofício enviado a Moraes, a PF relatou que Dino encaminhou, em 10 de setembro, uma notícia-crime com mais de 50 publicações feitas em redes sociais que, segundo a corporação, contêm ameaças concretas capazes de constranger o exercício da função pública, não apenas contra Dino, mas também contra o delegado federal Fábio Shor, que atua em investigações sensíveis no STF.
Entre os conteúdos analisados, a PF destacou as frequentes referências ao Nepal, país viveu uma onda de protestos que culminou na destruição dos prédios públicos e na morte de mais de 50 pessoas. Para Dino, essas menções sugerem incitação a atos violentos semelhantes no Brasil, em retaliação ao seu voto que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.
Logo após proferir meu voto, passei a ser destinatário de graves ameaças contra a minha vida e integridade física”, afirmou Dino em documento anexado ao processo. Ele ressaltou que mensagens desse tipo, além de violentas, podem servir como gatilho para novos episódios de violência contra autoridades e instituições públicas.
No parecer encaminhado a Moraes, a PF destacou que a “individualização dos alvos confere maior gravidade e reprovabilidade às condutas, porquanto amplia o potencial intimidat6rio, constrange o exercício regular da função pública e rompe a esfera do debate abstrato para uma concretude persecutória”. A PF avaliou que as ameaças têm potencial de gerar temor real e de comprometer o desempenho independente de funções públicas.
Com isso, a corporação perguntou a Moraes se o caso deve ser investigado no inquérito das milícias digitais. Caso a vinculação seja reconhecida, a sugestão é que seja aberta uma petição específica no STF para investigar o episódio, com expedição de ofícios às plataformas digitais para identificação dos responsáveis pelos perfis.
Política PT lança candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo
Política Um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares
Política Só um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares Mín. 17° Máx. 26°