
Notificiações aconteceram nas cidades de Lajedo e João Alfredo, no Agreste do estado.
Três possíveis casos de intoxicação por metanol foram registrados em Pernambuco e estão sob investigação da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa).
As vítimas são três homens residentes do Agreste do estado, dois moradores de Lajedo e um de João Alfredo.
Segundo informações obtidas pela Folha de Pernambuco, os casos aconteceram ainda no início de setembro e causaram preocupação entre familiares das vítimas após a repercussão nacional dos acontecimentos similares com envenenamento por metanol em São Paulo.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), os pacientes foram atendidos no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. Dois foram a óbito e o terceiro recebeu alta hospitalar, com perda de visão bilateral como sequela.
Em nota, a Apevisa destacou que iniciou um plano de fiscalização em distribuidoras e pontos de venda de bebidas alcoólicas assim que recebeu a notificação. O objetivo é coletar amostras suspeitas para análise laboratorial, interditar preventivamente lotes e articular ações conjuntas com Procon, Ministério Público e forças de segurança.
A Apevisa ainda recomenda que os serviços de saúde notifiquem imediatamente todos os casos suspeitos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e ao Cievs/PE. Também orienta a busca ativa de pessoas que possam ter consumido bebidas da mesma origem, além da capacitação das equipes de saúde para o manejo clínico adequado, incluindo uso de antídotos específicos e hemodiálise nos casos graves.
A Secretaria de Saúde anunciou que vai reforçar a orientação às vigilâncias municipais para ampliar vistorias e prevenir possíveis fraudes nos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas.
Sintomas de alerta
Os sintomas iniciais de intoxicação podem ser confundidos com os da ingestão de álcool comum, como náuseas, vômitos, dor abdominal e sonolência. Porém, entre 6h e 24h após o consumo, podem surgir sinais mais graves, como visão turva, fotofobia, cegueira, convulsões e até coma.
Cuidados
À população, a Agência Pernambucana reforça a importância de observar sinais que podem indicar adulteração: verificar se a bebida possui registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), rótulo completo, lacre adequado, além de comprar apenas em locais confiáveis. Também é essencial redobrar a atenção com drinques prontos e evitar produtos sem procedência ou com preços muito abaixo do mercado.
Denúncias
O Estado conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox-PE), que funciona 24 horas para orientar consumidores e profissionais de saúde, pelo número 0800 722 6001. D
enúncias também podem ser feitas à Ouvidoria da SES-PE (136 / ouvidoria@saude.pe.gov.br), ao Procon-PE (0800 282 1512 / (81) 3181-7000 / denuncia@procon.pe.gov.br) e à Delegacia de Crimes contra o Consumidor – Decon (81 3184-3835 / dp.consumidor@policiacivil.pe.gov.br).
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