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Como a nova Lei de Estrangeiros de Portugal afeta brasileiros?

Como a nova Lei de Estrangeiros de Portugal afeta brasileiros?

30/09/2025 às 19h16
Por: Redação Fonte: infomoney
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Como a nova Lei de Estrangeiros de Portugal afeta brasileiros?

Como a nova Lei de Estrangeiros de Portugal afeta brasileiros?.

 

Projeto regula o chamado reagrupamento familiar para imigrantes.

O Parlamento de Portugal aprovou nesta terça-feira (30) uma nova legislação anti-imigração que afetará brasileiros. Chamada de Lei de Estrangeiros, ela segue para sanção do presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

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Uma primeira versão dessa lei havia sido vetada pelo Tribunal Constitucional português no início de agosto, demandando alterações.

A aprovação foi possível após um acordo entre o partido no poder e o Chega, de ultradireita.

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Quais são as alterações e como ela afeta brasileiros?

A nova lei aprovada pelo Parlamento português exige que imigrantes que consigam a autorização para residência em Portugal devem esperar dois anos para que solicitem que seus cônjuges se juntem a eles no país -- o chamado reagrupamento familiar.

Entretanto, nessa nova versão, há exceções. Por exemplo, esse prazo é reduzido para um ano para casais que estavam juntos por mais de um ano antes de se mudarem para Portugal.

Além disso, é possível solicitar o reagrupamento imediato para filhos menores de 18 anos ou dependentes com deficiência.

"Estas alterações tentam corrigir o que o Tribunal Constitucional considerou excessivo, embora continue havendo críticas, inclusive do meu ponto de vista, de que a regra de base (os dois anos) pode ser demasiado rígida", comenta Wilson Bicalho, especialista em Direito Migratório.

O prazo de dois anos para reagrupamento familiar era exatamente um dos pontos barrados pelo Tribunal Constitucional português, que ressaltou em agosto que isso era “incompatível com a proteção constitucionalmente devida à família”.

"Famílias que estejam divididas podem enfrentar prazos mais longos, salvo nos casos das exceções criadas (cônjuges com mais de um ano de vida em comum, filhos menores e dependentes com deficiência)", ressaltou Bicalho.

O especialista ressaltou que ainda não foi possível ter acesso a todos os pontos do projeto e que ele só será disponibilizado totalmente após publicação no Diário da República.

*com informações da Reuters

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