Ditador venezuelano, Nicolás Maduro, assinou decreto de estado de exceção em resposta às ameaças dos EUA.
O presidente Donald Trump disse na terça-feira (30) que seu governo está considerando atacar cartéis de drogas "vindos por terra" na Venezuela. Militares dos EUA atacaram vários barcos que, segundo eles, transportavam drogas ilícitas do país.
"Agora vamos analisar os cartéis", disse ele aos repórteres ao deixar a Casa Branca. "Vamos analisar seriamente os cartéis que chegam por terra".
"A Venezuela tem sido muito perigosa com drogas e outras coisas, e elas têm sido muito, muito perigosas", afirmou Trump.
O presidente americano também citou os ataques contra os barcos, pontuando que tinha "muita droga entrando pela água". "Chamamos isso de "drogas aquáticas", apenas um termo simples. Então, atingimos vários barcos. Você provavelmente viu isso, e desde que fizemos isso, não temos absolutamente nenhuma droga entrando em nosso país pela água, porque era letal. E agora vamos analisar os cartéis", disse.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou na segunda-feira (29) que Nicolás Maduro assinou um decreto de estado de exceção, em resposta às ameaças dos Estados Unidos que nas últimas semanas enviaram navios de guerra e um submarino nuclear para o sul do Caribe
“O presidente assinou o decreto de ‘comoção externa’”, afirmou Rodríguez, referindo-se a um dos estados de exceção previstos na constituição venezuelana, que pode ser acionado no caso de “conflito interno ou externo, que ponha seriamente em perigo a segurança da nação, de seus cidadãos e cidadãs, ou de suas instituições.
Segundo ela, o estado de exceção será ativado caso o país sofra alguma agressão militar dos Estados Unidos.