Domingo, 08 de Março de 2026
21°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Filmes e Séries Filmes e Séries

Esse filme da Netflix não tem sustos nem ação, mas deixou a crítica impressionada

Esse filme da Netflix não tem sustos nem ação, mas deixou a crítica impressionada

29/09/2025 às 19h14
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista
Compartilhe:
Esse filme da Netflix não tem sustos nem ação, mas deixou a crítica impressionada

Esse filme da Netflix não tem sustos nem ação, mas deixou a crítica impressionada.

 

Inspirado em uma história real, O Hotel Royal mostra como micro agressões podem virar terror psicológico sufocante..

O Hotel Royal conquistou 88% de aprovação no Rotten Tomatoes e se tornou o thriller psicológico mais comentado da Netflix.

Continua após a publicidade
Anúncio

O filme australiano dirigido por Kitty Green divide opiniões do público, mas impressiona críticos especializados com sua abordagem realista sobre machismo e vulnerabilidade feminina.

Por que O Hotel Royal impressiona tanto a crítica especializada?

O filme recebeu elogios de veículos como The Guardian, RogerEbert e The Hollywood Reporter por sua construção de tensão psicológica. Diferente de thrillers convencionais, a produção não aposta em sustos fáceis ou violência gráfica.

Continua após a publicidade
Anúncio

A crítica destaca que Kitty Green consegue transformar microagressões cotidianas em uma experiência cinematográfica sufocante. O filme explora a sensação de insegurança feminina em espaços dominados por figuras masculinas agressivas.

No Metacritic, O Hotel Royal alcançou 77 pontos, indicando “críticas geralmente favoráveis”. Marya E. Gates, do RogerEbert.com, definiu como “uma versão Geração Z do clássico australiano Wake in Fright”, elogiando a direção como “uma examinação fria e tensa da cultura tóxica alimentada por álcool”.

Qual a história real por trás de O Hotel Royal?

O filme foi inspirado no documentário Hotel Coolgardie (2016), que retrata a experiência real de duas mochileiras finlandesas trabalhando em um pub isolado na Austrália. O documentário de Pete Gleeson mostrou como as jovens enfrentaram machismo extremo em uma cidade mineradora.

Na versão cinematográfica, Kitty Green transpõe essa experiência para duas americanas: Hanna (Julia Garner) e Liv (Jessica Henwick). As principais diferenças incluem:

  • Mudança de nacionalidade das protagonistas (de finlandesas para americanas)
  • Alteração nas circunstâncias que levaram ao trabalho no pub
  • Intensificação dramática do isolamento da cidade mineradora
  • Final simbólico com queima do estabelecimento

As filmagens aconteceram na cidade de Yatina, no sul da Austrália, que tem apenas 29 habitantes. Um bar abandonado foi usado para recriar o Royal Hotel, aumentando a autenticidade da produção.

Por que o público está dividido sobre O Hotel Royal?

Apesar dos 88% de aprovação da crítica, apenas 37% do público no Rotten Tomatoes aprovou o filme. Essa polarização revela um choque de expectativas entre críticos e espectadores comuns.

Os comentários mais recorrentes incluem críticas como “a tensão não leva a lugar nenhum” e “o final deixa mais perguntas do que respostas”. Muitos espectadores esperavam um thriller tradicional com ação e resolução clara.

Kitty Green optou por um realismo incômodo ao invés de entretenimento convencional. A diretora, conhecida por “The Assistant” (2019), mantém seu estilo de construir tensão através de situações cotidianas opressivas.

O filme trabalha mais com sugestão do que choque explícito, transformando olhares insistentes e comentários aparentemente inofensivos em uma atmosfera de ameaça crescente. Essa abordagem frustra quem busca catarse tradicional.

Vale a pena assistir O Hotel Royal na Netflix?

Para fãs de thrillers psicológicos com crítica social, O Hotel Royal é uma experiência valiosa. Julia Garner entrega uma performance poderosa como Hanna, demonstrando medo, determinação e vigilância constante apenas através de olhares e gestos contidos.

Jessica Henwick complementa perfeitamente como Liv, criando uma dinâmica autêntica entre as amigas. Hugo Weaving interpreta Billy de forma ambígua, oscilando entre charme superficial e intimidação velada.

O filme brilha ao retratar como a vulnerabilidade feminina se manifesta em espaços hostis. A fotografia captura o isolamento do outback australiano, usando paisagens áridas e o ambiente claustrofóbico do bar como metáforas visuais.

Quem valoriza cinema que provoca reflexões sobre gênero e poder encontrará em O Hotel Royal uma obra relevante. Porém, espectadores que preferem narrativas dinâmicas com resoluções claras podem se sentir frustrados com o ritmo contemplativo e final aberto.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.