Esse filme da Netflix não tem sustos nem ação, mas deixou a crítica impressionada
Esse filme da Netflix não tem sustos nem ação, mas deixou a crítica impressionada
29/09/2025 às 19h14
Por: RedaçãoFonte: Agência O Antagonista
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Esse filme da Netflix não tem sustos nem ação, mas deixou a crítica impressionada.
Inspirado em uma história real, O Hotel Royal mostra como micro agressões podem virar terror psicológico sufocante..
O Hotel Royal conquistou 88% de aprovação no Rotten Tomatoes e se tornou o thriller psicológico mais comentado da Netflix.
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O filme australiano dirigido por Kitty Green divide opiniões do público, mas impressiona críticos especializados com sua abordagem realista sobre machismo e vulnerabilidade feminina.
Por que O Hotel Royal impressiona tanto a crítica especializada?
O filme recebeu elogios de veículos como The Guardian, RogerEbert e The Hollywood Reporter por sua construção de tensão psicológica. Diferente de thrillers convencionais, a produção não aposta em sustos fáceis ou violência gráfica.
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A crítica destaca que Kitty Green consegue transformar microagressões cotidianas em uma experiência cinematográfica sufocante. O filme explora a sensação de insegurança feminina em espaços dominados por figuras masculinas agressivas.
No Metacritic, O Hotel Royal alcançou 77 pontos, indicando “críticas geralmente favoráveis”. Marya E. Gates, do RogerEbert.com, definiu como “uma versão Geração Z do clássico australiano Wake in Fright”, elogiando a direção como “uma examinação fria e tensa da cultura tóxica alimentada por álcool”.
Qual a história real por trás de O Hotel Royal?
O filme foi inspirado no documentário Hotel Coolgardie (2016), que retrata a experiência real de duas mochileiras finlandesas trabalhando em um pub isolado na Austrália. O documentário de Pete Gleeson mostrou como as jovens enfrentaram machismo extremo em uma cidade mineradora.
Na versão cinematográfica, Kitty Green transpõe essa experiência para duas americanas: Hanna (Julia Garner) e Liv (Jessica Henwick). As principais diferenças incluem:
Mudança de nacionalidade das protagonistas (de finlandesas para americanas)
Alteração nas circunstâncias que levaram ao trabalho no pub
Intensificação dramática do isolamento da cidade mineradora
Final simbólico com queima do estabelecimento
As filmagens aconteceram na cidade de Yatina, no sul da Austrália, que tem apenas 29 habitantes. Um bar abandonado foi usado para recriar o Royal Hotel, aumentando a autenticidade da produção.
Por que o público está dividido sobre O Hotel Royal?
Apesar dos 88% de aprovação da crítica, apenas 37% do público no Rotten Tomatoes aprovou o filme. Essa polarização revela um choque de expectativas entre críticos e espectadores comuns.
Os comentários mais recorrentes incluem críticas como “a tensão não leva a lugar nenhum” e “o final deixa mais perguntas do que respostas”. Muitos espectadores esperavam um thriller tradicional com ação e resolução clara.
Kitty Green optou por um realismo incômodo ao invés de entretenimento convencional. A diretora, conhecida por “The Assistant” (2019), mantém seu estilo de construir tensão através de situações cotidianas opressivas.
O filme trabalha mais com sugestão do que choque explícito, transformando olhares insistentes e comentários aparentemente inofensivos em uma atmosfera de ameaça crescente. Essa abordagem frustra quem busca catarse tradicional.
Vale a pena assistir O Hotel Royal na Netflix?
Para fãs de thrillers psicológicos com crítica social, O Hotel Royal é uma experiência valiosa. Julia Garner entrega uma performance poderosa como Hanna, demonstrando medo, determinação e vigilância constante apenas através de olhares e gestos contidos.
Jessica Henwick complementa perfeitamente como Liv, criando uma dinâmica autêntica entre as amigas. Hugo Weaving interpreta Billy de forma ambígua, oscilando entre charme superficial e intimidação velada.
O filme brilha ao retratar como a vulnerabilidade feminina se manifesta em espaços hostis. A fotografia captura o isolamento do outback australiano, usando paisagens áridas e o ambiente claustrofóbico do bar como metáforas visuais.
Quem valoriza cinema que provoca reflexões sobre gênero e poder encontrará em O Hotel Royal uma obra relevante. Porém, espectadores que preferem narrativas dinâmicas com resoluções claras podem se sentir frustrados com o ritmo contemplativo e final aberto.
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