
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, prometeu neste domingo (2) implementar tarifas aos Estados Unidos (EUA), em resposta ao “tarifaço” de Donald Trump.
“Instruí o Secretário de Economia a implementar o Plano B no qual estamos trabalhando, que inclui medidas tarifárias e não tarifárias em defesa dos interesses do México”, disse na rede social X, antigo Twitter.
Sheinbaum afirmou: “Os problemas não se resolvem impondo tarifas, mas sim conversando e dialogando, como fizemos nas últimas semanas com o seu Departamento de Estado para abordar o fenômeno da migração; no nosso caso, com respeito aos direitos humanos”.
A presidente mexicana também negou as acusações de que o governo mexicano teria alianças com organizações criminosas.
“Se os Estados Unidos querem combater os grupos criminosos que traficam drogas e geram violência, devemos trabalhar juntos de forma integrada, mas sempre sob os princípios da responsabilidade compartilhada, da confiança mútua, da colaboração e, acima de tudo, do respeito à soberania, que é não é negociável”, afirmou. “Coordenação sim; subordinação, não”.
Sheinbaum propôs a criação de um grupo de trabalho com as equipes de saúde pública e segurança de ambos os países para lidar com a situação.
O presidente dos EUA determinou no sábado (1) a imposição de tarifas de 25% sobre as importações canadenses e mexicanas e de 10% sobre os produtos da China a partir de terça-feira (4), para atender a uma emergência nacional sobre o fentanil e a entrada de estrangeiros ilegais no país, disseram autoridades da Casa Branca.
Produtos do setor de energia do Canadá terão apenas uma tarifa de 10%, mas as importações mexicanas de energia serão cobradas em 25%, disseram as autoridades a jornalistas.
Trump declarou emergência nacional sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, o que permite amplos poderes para lidar com crises, para autorizar as tarifas.
Autoridades da Casa Branca disseram que não haverá exclusões das tarifas.
Internacional Risco de invasão de Cuba pelos EUA é real, avalia embaixador
Internacional Sob pressão de Trump, Cuba comemora aprovação na ONU contra bloqueio
Internacional Flávio Bolsonaro cruza fronteira argentina e segue para o Equador Mín. 20° Máx. 31°