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Ex-militar acusado de matar esposa e ocultar corpo vai a júri popular em Belo Jardim

Ex-militar acusado de matar esposa e ocultar corpo vai a júri popular em Belo Jardim

24/09/2025 às 08h29
Por: Redação Fonte: Diario de Pernambuco
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Ex-militar acusado de matar esposa e ocultar corpo vai a júri popular em Belo Jardim

 

Julgamento será realizado três anos e um mês após o desaparecimento de Lúcia Maria de Melo.

O ex-militar do Exército Brasileiro Felipe Ruan Bezerra Cabral será julgado nesta quarta-feira (24), às 9h, no Tribunal do Júri da Vara Criminal de Belo Jardim, no Agreste de Pernambuco. Ele é acusado de matar e ocultar o corpo da esposa, Lúcia Maria de Melo, desaparecida em 6 de agosto de 2022. O julgamento acontece três anos e um mês após o desaparecimento e será decidido por sete jurados.

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Lúcia tinha 23 anos quando sumiu, deixando um filho de pouco mais de um ano, com necessidades especiais. À época, Felipe afirmou que a esposa havia deixado a residência para viver outro relacionamento e abandonado o filho. As investigações, conduzidas pelo delegado João Carlos Oliveira, apontaram outra direção.

A quebra de sigilo telefônico revelou que o celular da vítima nunca saiu da casa do casal e que mensagens enviadas à família partiram do local. Além disso, o acusado entrou em contradição ao declarar que estava no trabalho no dia do crime, quando na verdade estava em casa.

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Felipe foi preso em junho de 2023 por policiais civis da 104ª Circunscrição de Belo Jardim. Inicialmente, cumpriu prisão preventiva na 10ª Companhia de Engenharia e Combate do Exército, em São Bento do Una, por ainda ser militar da ativa. Em março de 2024, foi transferido para o Presídio Desembargador Augusto Duque, em Pesqueira, onde permanece até o julgamento.

Em nota enviada ao Diario, a defesa de Felipe sustenta que Lúcia teria deixado o lar por vontade própria, demonstrando que estaria viva e em plena autonomia pessoal.

O réu deposita total confiança no Conselho de Sentença e nos jurados desta Comarca, cidadãos comprometidos com a verdade e com a soberania dos veredictos”, destaca a defesa.

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