Presidente dos EUA destacou capacidade de resistência de Kiev e criticou Moscou após mais de três anos de conflito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Ucrânia está em condições de recuperar todo o território perdido para a Rússia desde o início da invasão de Vladimir Putin. “”Putin e a Rússia estão em graves problemas econômicos, e este é o momento de a Ucrânia agir”, escreveu o americano em sua rede social.
Trump, que se encontrou com o presidente ucraniano Volodimir Zelensky nesta terça-feira (23) durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, afirmou que Moscou se mostra um “tigre de papel” diante da resistência ucraniana, que conta com o apoio financeiro da União Europeia e da Otan.
A declaração de Trump representa uma mudança de postura, após ele passar a maior parte do ano insistindo que a situação da Ucrânia era grave. O americano chegou a repreender Zelensky publicamente na Casa Branca, dizendo que os ucranianos não tinham “as cartas” para vencer uma nação maior e mais populosa.
Em agosto, Trump estendeu um tapete vermelho para o presidente russo Vladimir Putin durante uma cúpula no Alasca na qual foi prometida uma solução para o conflito. Mas, desde então, as negociações não saíram do lugar.
No post desta terça-feira, Trump destacou que, apesar de ser uma potência militar, a Rússia não conseguiu avançar significativamente em mais de três anos e meio de guerra, o que demonstra a fragilidade do esforço bélico russo.
“Com tempo, paciência e o apoio financeiro da Europa, as fronteiras originais desde onde começou esta guerra são uma opção viável”, afirmou o presidente americano, ressaltando que a Ucrânia tem um “grande espírito” e está cada vez mais fortalecida.
Além disso, Trump acusou a China de patrocinar a guerra ao adquirir petróleo russo, o que, segundo ele, financia diretamente a máquina de guerra de Putin.
O presidente americano também defendeu que os países da Otan deveriam derrubar aviões russos que violem seu espaço aéreo, em resposta a recentes incursões russas em territórios aliados, aumentando a tensão na região.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também comentou sobre a situação durante a Assembleia, afirmando que conversou com Trump sobre as “provocações” russas no espaço aéreo europeu e a necessidade de cortar rapidamente as receitas de Moscou provenientes dos combustíveis fósseis. Ambos concordaram em fortalecer a resposta conjunta contra as ações russas.