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UE adia lei antidesmatamento por mais um ano, diz comissária

UE adia lei antidesmatamento por mais um ano, diz comissária

23/09/2025 às 10h38 Atualizada em 23/09/2025 às 17h14
Por: Redação Fonte: infomoney
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UE adia lei antidesmatamento por mais um ano, diz comissária

UE adia lei antidesmatamento por mais um ano, diz comissária.

 

Comissão diz que sistema de TI não suportaria volume de dados exigido e posterga a medida pela segunda vez.

BRUXELAS (Reuters) – A União Europeia adiará a implementação de sua lei antidesmatamento pela segunda vez, disse a Comissária do Meio Ambiente, Jessica Roswall, nesta terça-feira, postergando por mais um ano a proibição de importações de commodities, como o óleo de palma, ligadas à destruição de florestas.

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Bruxelas já havia adiado a lei em um ano após reclamações de indústrias e parceiros comerciais, incluindo o Brasil, a Indonésia e a administração do então presidente dos EUA, Joe Biden.

Roswall disse a repórteres que o adiamento da implementação da lei foi necessário para lidar com preocupações sobre os grandes volumes de informações que precisam ser inseridos no sistema de tecnologia da informação para aplicar a lei, e que isso não estava relacionado às preocupações dos Estados Unidos sobre a política.

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Prosseguir com o lançamento da política, que proíbe a importação de commodities, como soja, carne bovina e cacau, ligadas à destruição de florestas, sem abordar o sistema de TI, pode causar transtornos às empresas e cadeias de suprimentos da UE, disse ela.

“Estamos preocupados com o sistema de TI, dada a quantidade de informações que colocamos no sistema. E é por isso que buscaremos, com os colegisladores, um adiamento de um ano. E isso, é claro, também nos dará tempo para analisar os diferentes riscos”, disse ela.

“Há muitas informações provenientes do setor e das empresas em um curto período de tempo. Essa é a sobrecarga que vemos como um risco, e é por isso que precisamos desse tempo extra para ver como podemos resolver isso”, acrescentou Roswall.

Roswall disse que discutiria as próximas etapas com o Parlamento Europeu e os Estados membros da UE, que devem aprovar o atraso.

(Reportagem de Kate Abnett e Sudip Kar-Gupta; texto de Makini Brice)

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