Deputado do Solidariedade tem boa relação com Alexandre de Moraes; em entrevista, ele disse que vai focar na dosimetria das penas e não anistia em específico.
A escolha do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como o relator do projeto da anistia pode ajudar a devolver o poder ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que está enfraquecido entre os pares, segundo parlamentares ouvidos pela reportagem. Além disso, o relator, que é próximo de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), deve fazer um texto que agrade o Judiciário.
Logo após ser indicado como relator do projeto, Paulinho falou rapidamente com a imprensa, em Brasília, antes de embarcar para São Paulo. Segundo ele, não dá mais para chamar o projeto de anistia, porque o que ele vai buscar é uma redução de pena, ou seja, alterar a chamada dosimetria. O deputado já adiantou que, provavelmente, o projeto não vai agradar todo mundo, inclusive, o PL de Jair Bolsonaro.
“Vamos conversar com a Câmara, com o Senado, e tentar convencer o Supremo que não é só pacificar o país. O país não aguenta mais a política, e para pacificar vai ter que ser uma coisa que talvez as pessoas não concordem muito, mas que é aquilo que o país precisa, afirmou.
“Eu vou procurar elaborar o relatório neste final de semana e, a partir de segunda, fazer reunião com as bancadas para que a gente possa apresentar um texto e votar mais rapidamente possível”, disse.
Sobre Alexandre de Moraes, o deputado Paulinho da Força destacou para a imprensa a boa relação entre eles. No dia 14 de agosto de 2024, o deputado postou no X, antigo Twitter um posto em que dizia: “Nosso apoio ao guardião da Democracia. O trabalho do ministro @alexandre na defesa da democracia e no combate às fake news tem incomodado muita gente. Um trabalho feito com muita coragem e acima de tudo: respeito ao devido processo legal.”