Débora Flores fundou o SlimFit Studio em 2015.
Hoje, negócio soma 20 unidades distribuídas em quatro estados, além do Distrito Federal.
Depois de mais de 10 anos atuando como personal trainer, Débora Flores, 40 anos, notou uma lacuna no mercado fitness: a falta de espaços acolhedores para pessoas que estavam iniciando ou retomando suas jornadas de bem-estar.
De olho no público de mulheres com histórico de sedentarismo ou experiências frustradas em academias convencionais, ela desenhou uma metodologia e fundou o SlimFit Studio. A rede de estúdios fitness faturou R$ 14 milhões em 2024.
Criado em Brasília (DF), o negócio começou com um investimento próprio de R$ 120 mil. Sem os tradicionais equipamentos de musculação, a proposta do estúdio é trabalhar com um programa que combina exercícios funcionais, de força e cardiovasculares, em aulas com, no máximo, 10 alunas. A operação tem espaços compactos, com cerca de 180 m².
“Meu objetivo foi olhar para um público diferente do que é o foco das academias e estúdios de funcional tradicionais. Nosso foco não é quem já está nesses ambientes, sim quem ainda está sentado no sofá. Além disso, nos diferenciamos pelo trabalho exclusivo para mulheres e uma metodologia própria”, diz Flores, que hoje atua como líder estratégica da rede e mentora dos professores das unidades.
A empreendedora também destaca que o negócio não busca competir com as redes “low cost”. Com foco em mulheres acima dos 35 anos, a empresa busca de posicionar como um estúdio premium. O modelo, baseado em planos de assinatura, tem mensalidades a partir de R$ 600. O valor dos planos varia de acordo com o número de aulas por semana e localização da unidade. O tíquete médio da rede é de R$ 900.
A expansão do negócio começou três anos após o início da operação. Em resposta a pedidos para levar o estúdio para outras regiões, Flores decidiu formatar a empresa para crescer com franquias. “Eu sabia que nesse modelo poderia expandir mais rápido e de uma forma que garantiria a padronização do trabalho”, aponta a empreendedora.
A primeira unidade franqueada foi inaugurada em 2019 também no DF, e a agenda do estúdio lotou em poucas semanas. O sucesso da operação impulsionou a continuidade da expansão nos anos seguintes, aliado a um aumento de interesse pelo segmento fitness após a pandemia. Foram três pontos inaugurados entre 2019 e 2020, antes da pandemia, mais sete entre 2020 e 2021, e outros 10 entre 2022 e 2025. Das 20 unidades em operação atualmente, 19 são franqueadas. Os estúdios estão divididos entre os estados de Goiás, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais, além do Distrito Federal.
De acordo com a pesquisa Panorama Setorial Fitness Brasil 2024, elaborada pela Fitness Brasil, o número de CNPJs de centros de atividade físicas passou de 41.521, em 2020, para 56.833, em 2024. Segundo o levantamento, São Paulo é o estado de com maior número de estabelecimentos dentre os estados do Brasil, com 13.372 espaços. No plano de expansão do SlimFit Studio, a chegada ao estado é próximo passo.
A primeira unidade de São Paulo deve ser inaugurada no dia 18 de outubro, na capital. Uma segunda unidade já está prevista para o fim de 2025. “Além do potencial de consumo, São Paulo representa visibilidade e autoridade. Sabemos que fincar nossa bandeira aqui nos aproxima de um público que valoriza saúde e bem-estar, mas também acelera nossa projeção nacional”, diz Flores.
A partir deste ano, a meta da rede é ampliar a presença em grandes capitais como Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), além de fortalecer a densidade de unidades em São Paulo (SP). Segundo Flores, após um crescimento orgânico nos primeiros anos da empresa no franchising, agora a marca busca ativamente novos franqueados a partir da participação de feiras de negócios. Com isso, a expectativa é encerrar o ano com 50 unidades comercializadas.
Para se tornar franqueado, é necessário um investimento inicial a partir de R$ 600 mil, incluindo taxa de franquia, adequação do espaço, equipamentos e custos de inauguração. O prazo de retorno previsto varia de 24 a 30 meses. Segundo Flores, as unidades faturam, em média, R$ 1 milhão por anos após atingir estabilidade, com 30% de lucro.
Depois de faturar R$ 14 milhões em 2024, a expectativa é que a rede alcance R$ 15 milhões neste ano.