
Ele foi detido para averiguação; não é alvo de mandado de prisão.
A polícia prendeu na manhã desta quarta-feira (17), em Praia Grande, litoral paulista, um homem que é irmão de um dos suspeitos pela execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Ele foi levado para averiguação na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital paulista, para averiguação e não é alvo de mandado de prisão.
Nesta terça-feira (16), dois envolvidos foram identificados por meio do trabalho de inteligência das polícias. Um deles tem passagens por roubo e tráfico de drogas. Dois veículos foram usados durante a execução do ex-delegado. Um deles foi incendiado após o crime e o outro foi abandonado, e nele foram coletados fragmentos de DNA e impressões digitais.
Os vestígios estão sendo analisados pela Polícia Técnico-Científica. Será feito um cruzamento com o banco de dados criminal do Estado de São Paulo e de outros órgãos para identificar os envolvidos no crime.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as forças de segurança e inteligência das polícias Civil e Militar continuam a investigação. Os detalhes das ações estão sendo preservados para não comprometer as investigações.
Na manhã desta quarta-feira (17), oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Seccional de Praia Grande. Dois mandados de prisão temporária foram expedidos pela Justiça.
“A prioridade máxima é solucionar esse caso. Temos várias linhas de investigação, várias possibilidades e nenhuma pode ser afastada. Uma pessoa já identificada tem reincidência criminal, com passagens por roubo e tráfico de drogas. Estamos trabalhando para que os responsáveis sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
Durante uma entrevista coletiva nesta terça-feira (16) o governador ressaltou que a linha de investigação não descarta nenhuma possibilidade: nem a de que seja um crime praticado por facção criminosa e nem que não seja. Ele explicou que o ex-delegado-geral não pediu proteção do Estado ‘nem formal nem informalmente’.
“Até porque se tivesse pedido nós daríamos. Temos algumas autoridades que contam com proteção do Estado e toda vez que a somos demandados, encaramos isso com muita responsabilidade. Se tivéssemos recebido algum pedido de proteção, se isso tivesse registrado, nós, com certeza, daríamos”, disse Tarcísio.
Ruy Fontes, que atualmente era secretário de Administração da prefeitura de Praia Grande, foi morto por volta das 18h desta segunda-feira (15), em bairro próximo à prefeitura e ao fórum do município. Imagens de câmeras de segurança mostram seu carro em fuga, em alta velocidade, até capotar entre dois ônibus ao tentar entrar em uma avenida. O carro que o perseguia chega pouco depois e dele saem três homens com fuzis. As imagens mostram dois deles indo até o carro de Fontes quando disparam vários tiros. Em seguida, entram no carro e fogem pela mesma avenida onde perseguiram Fontes.
Fontes foi delegado por mais de 40 anos, tendo passado pela Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de ter sido delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandado outras delegacias e divisões na Capital.
Também foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) e esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Fontes foi responsável pela prisão de lideranças do PCC nos anos 2.000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e enquanto delegado geral, função que exerceu até 2022. Depois de se aposentar ele assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande (janeiro de 2023), permanecendo na gestão iniciada em 2025 com o prefeito Alberto Mourão.
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