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Brasil ganha 58 medalhas no Mundial de Queijos, sediado na França
Brasil ganha 58 medalhas no Mundial de Queijos, sediado na França
17/09/2025 10h57
Por: Redação Fonte: Agência CNN Noticias

Queijos e laticínios do país foram premiados com ouro, prata e bronze, mas melhor produto do concurso foi para Gruyère, da Suíça.

 

Entre ouro, prata e bronze, o Brasil conquistou 58 medalhas no Mundial de Queijos, concurso que elege os melhores queijos e laticínios do mundo a cada dois anos em Tours, na França.

Esta foi a 7ª edição do Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, que reuniu mais de 1.900 queijos de 26 países entre 14 e 16 de setembro. Ao todo, mais de 860 produtos receberam medalhas.

Produtores de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Amazonas e Bahia foram representantes nacionais que receberam medalhas. Dos 58 queijos e laticínios, 10 foram de ouro18 de prata e 30 de bronze.

Os produtos foram avaliados por um corpo internacional de jurados formado por mais de 220 profissionais. Eles atribuíram notas aos exemplares. Aqueles que passaram de 90 pontos receberam medalhas de ouro; entre 85 e 90 pontos foram premiados com prata; e mais de 80 pontos ficaram com bronze.

Na edição anterior, em 2023, o Brasil recebeu 84 medalhas. Antes, em 2021, os queijos e laticínios brasileiros foram premiados com 57 medalhas.

Destaques nacionais

Entre os destaques do concurso aparece a Estância Silvania, de Caçapava, no interior de São Paulo. Das 10 medalhas de ouro do Brasil, três foram conquistadas pela propriedade, sendo dois queijos e um iogurte natural.

Entre os queijos, o Dom Silvania é maturado com gengibre e urucum com casca de cera de abelha; já o Real Silvania é um queijo de massa cozida maturado por 60 dias. "É o Gir Leiteiro A2 da Silvania, manejado a pasto, ordenha com o bezerro ao pé e sem usos de hormônios, mostrando a qualidade do seu produto para o mundo", escreveu a Estância no Instagram com relação ao leite da raça Gir Leiteiro.

 
Queijo Passionata, produzido no oeste do Paraná, é maturado com infusão de maracujá e tem sementes na casca • Divulgação

O estado do Paraná também foi destaque com o projeto Biopark, instituição de ensino e parque tecnológico na cidade de Toledo. Criado há seis anos, o projeto tem cerca de 100 variedades de queijos em desenvolvimento e 29 produtores rurais associados. “Adaptamos os queijos europeus à realidade brasileira, respeitando o gosto local e os ingredientes nacionais”, explica o pesquisador Kennidy Bortoli.

Entre os ouros do Brasil, o Biopark levou dois. Foram premiados o queijo Abaporu, de massa mole de leite de vaca com casca lavada e maturação entre 14 e 30 dias, e o Passionata, de massa semicozida de leite de vaca, maturado de 30 dias a três meses e com notas de maracujá. Em 2024, o Passionata ficou entre os 10 melhores queijos do mundo em outra competição respeitada, a World Cheese Awards.

Conheça queijos e laticínios brasileiros com medalhas de OURO no Mondial du Fromage 2025:

lista completa com todos os medalhistas pode ser conferida no site.

Melhor queijo do mundo

 
 
 
 
 
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Dentre os medalhistas internacionais, 12 queijos foram selecionados para serem julgados novamente. Um foi escolhido como o melhor do concurso: o Gruyère AOP, um queijo de leite cru de vaca produzido pela Fromagerie La Côte-Aux-Fées, da comuna de La Côte-aux-Fées, na Suíça.
 
Todos os outros 11 finalistas eram de países europeus, como França, Áustria, Bélgica e Suíça, com exceção de um queijo de Madagascar, na África. Confira os finalistas no site do concurso.