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PF prende diretor da Agência Nacional de Mineração em operação contra corrupção em MG

PF prende diretor da Agência Nacional de Mineração em operação contra corrupção em MG

17/09/2025 às 09h57
Por: Redação Fonte: Estadão Noticias
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PF prende diretor da Agência Nacional de Mineração em operação contra corrupção em MG

PF prende diretor da Agência Nacional de Mineração em operação contra corrupção em MG.

 

Ação cumpre 22 mandados de prisão e investiga esquema de propina para liberar licenças ambientais; apuração começou em 2020.

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira (17) o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM) durante uma operação contra um esquema de corrupção no setor. A ação cumpre 22 mandados de prisão e 79 de busca e apreensão em Belo Horizonte e outras cidades de Minas Gerais.

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Segundo a investigação, iniciada em 2020, um conglomerado com mais de 40 empresas, liderado pela holding Minerar S/A, fraudava licenças ambientais mediante pagamento de propina a agentes públicos federais e estaduais. O bloqueio de bens determinado pela Justiça Federal alcança R$ 1,5 bilhão.

Entre os alvos de prisão preventiva estão os empresários Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como chefe do grupo, e seus sócios Helder Adriano de Freitas e João Alberto Paixão Lages, da empresa Gutesiht. Eles são suspeitos de manipular processos de licenciamento em áreas de risco ambiental e próximas a unidades de preservação.

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A PF afirma que o grupo estruturou uma rede de empresas e operadores para manter atividades minerárias ilegais, valendo-se de corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, fraudes documentais e lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, mais de R$ 3 milhões foram pagos em propina, incluindo repasses mensais a servidores.

A Justiça também afastou de suas funções Fernando Baliani da Silva, da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), Breno Esteves Lasmar, do Instituto Estadual de Florestas (IEF), e Fernando Benício de Oliveira Paula, do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

Os policiais cumpriram mandados em endereços ligados aos investigados e seguem analisando documentos e dados apreendidos para avançar nas apurações.

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